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De pedra a vidraça, o destino de Palmeiras e Santos na Copa do Brasil

Em uma competição de mata-mata, o emocional surge intensamente, o que poderá favorecer a equipe em condição inferior, que neste caso é o Palmeiras.

Maurício Capela

24 Novembro 2015 | 14h00

A Copa do Brasil terá a primeira das duas partidas decisivas nesta quarta-feira. Mesmo sendo duas competições absolutamente distintas, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, o Santos surge como postulante natural ao caneco. Mas será? Será que irremediavelmente o Santos pode ser considerado absolutamente favorito na decisão?

Marcelo Oliveira, o treinador do Palmeiras, e Dorival Júnior, o comandante do Santos, já estiveram em finais da Copa do Brasil. Sabem, portanto, extrair o melhor do grupo na hora da decisão.

Dorival Júnior, claro, tem um time mais pronto à mão. Mais, porque Dorival Júnior fez por onde. Arrumou o sistema de marcação, equilibrou o setor de meio de campo e deu vazão ao extraordinário poderio ofensivo de seu time.

Já o Palmeiras parece viver uma sangria difícil de estancar. Joga mal, marca mal, vive de bolas chutadas a esmo em direção ao ataque e da força da bola aérea. E só! Esse é o Palmeiras 26 contratações e dois treinadores depois.

Os 20 dias de distância entre a classificação à final ainda não se mostraram produtivos a Marcelo Oliveira e sua trupe. Nesse meio tempo, o clube jogou no Campeonato Brasileiro e não apresentou cá um pingo de evolução.

Mas o mata-mata é diferente. Ali, há um componente que o campeonato de pontos corridos dificilmente expõe à luz do dia. Qual seja? O emocional!

Com o peso de ser favorito, fruto do bom jogo e da boa colocação na tabela do Brasileiro, o Santos poderá sentir algo além. Algo que não sentiu quando se recuperava no Brasileiro, nos tempos em que era somente “pedra” e não a “vidraça”. Agora, é com o Santos, pensam todos.

Ao Palmeiras resta, sem medo de ser feliz, assumir a condição inequívoca de “pedra”, de “franco-atirador” e tentar por meio de um diálogo criativo no meio de campo dar o golpe final no Santos. Mas esse golpe não virá no primeiro jogo. Longe disso! Pois se incorrer no erro da ansiedade e realmente tentar vencer a primeira partida, a porca vai torcer o rabo.

Portanto, o Palmeiras resta apelar a humildade e se comportar sim como time pequeno, o que significa marcar incessantemente e viver de uma ou outra bola estourada em direção ao ataque.

Se resistir a tentação de enfrentar o Santos de igual para igual nos domínios do adversário, o Palmeiras poderá tirar o gosto de favoritismo, apurar o emocional, desestruturar a confiança adversária e faturar a Copa do Brasil. Agora, se tentar fazer o que claramente em dez meses de temporada não fez, correrá o risco de se ver em posição de nocaute já na primeira peleja.

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