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Divã Alviverde

Pior defesa, mas com o artilheiro da competição no time, Palmeiras vai precisar dos jogadores mais experientes para se livrar do rebaixamento em 2014.

Maurício Capela

21 de outubro de 2014 | 14h51

Sigmund Freud, o “pai” da psicanálise, se vivo fosse, teria pela frente um paciente daqueles! Não há time neste Campeonato Brasileiro de 2014 que melhor se encaixaria no divã de Freud do que a Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas afinal o que acontece com o Verdão?

Dono da pior defesa da competição, já tomou 45 gols, mas também com o artilheiro do campeonato, Henrique já balançou as redes por 14 vezes, o Palmeiras, de meia dúzia de jogos para cá, vem atuando cada vez melhor. E domingo frente ao Santos, não foi diferente.

O Palmeiras encurralou o adversário nos primeiros 30 minutos, criou três grandes chances de gol e já no fim do primeiro tempo estava perdendo por 2 a 0!

É claro que o Santos tem um time qualificado. É claro também que hoje o Santos tem um time melhor que o Palmeiras. Mas é claro também que o Verdão carece de tranquilidade!

Seria simplório afirmar que o sobe-desce do Palmeiras na competição é reflexo apenas de ações mal planejadas da diretoria, das muitas contratações feitas a toque de caixa e da troca constante de treinador. Há mais por considerar.

 

Às portas da eleição, marcada para 29 de novembro próximo, o Palmeiras vive um turbilhão fora de campo também. A oposição se organiza e a situação busca conquistar mais um mandato. Nem mesmo a reinauguração do Parque Antártica, agora sob o nome de Allianz Parque, marcada para até o fim do ano, tem servido de calmante ao cotidiano palestrino.

No entanto, o Palmeiras tem alguns bons jogadores que reúnem condições de manter o clube na Série A do Brasileiro em 2015. Nominalmente, Fernando Prass, Lúcio, Wesley, Valdívia e Henrique têm, juntos, experiência e qualidade técnica suficientes para dar a necessária tranquilidade a garotos, como João Pedro e Victor Luís.

A tal espinha dorsal precisa, de fato, ditar o ritmo da equipe, controlar os nervos dos que têm experiência menor e lançar mão de toda energia que emana da arquibancada. E a hora é agora, mesmo tendo pela frente dois adversários duríssimos: Cruzeiro e Corinthians. A conferir!

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