As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Doriva e o legado de Osorio no São Paulo

Se Milton Cruz for incluído na contabilidade, o novo técnico será o quarto em 2015 e terá pela frente o legado de Juan Carlos Osorio, que colocou o time na semifinal da Copa do Brasil e na quinta colocação do Brasileiro.

Maurício Capela

08 de outubro de 2015 | 16h06

Doriva, eis a bola da vez no São Paulo Futebol Clube. Revelado pelo time do Morumbi, o agora treinador desembarca no clube sob o status de “aposta”. Nem o título fluminense de 2015 com o Vasco da Gama e tampouco o caneco paulista com o Ituano em 2014 vão contribuir para mudança de percepção.

O desafio de Doriva já seria enorme se o São Paulo estivesse em condições normais. Mas o endividamento é alto e há um desentendimento entre as mais diversas forças políticas do clube nos bastidores.

Mas o novo técnico, pelo menos, herda um time que anda bem nas competições. Está nas semifinais da Copa do Brasil e ocupa a quinta colocação no Campeonato Brasileiro.

Portanto, uma das questões a ser observada imediatamente é como o elenco do São Paulo vai reagir diante de um treinador que já declarou: o rodízio chegou ao fim e posição será igual a função nas quatro linhas.

Até porque Juan Carlos Osorio tinha outra postura. Rodízio fazia parte de seu DNA de treinador e o que importava em campo era a função, porque tanto fazia se o jogador era lateral de origem, mas demonstrava aptidão para ser atacante, por exemplo. A Osorio isso não lhe incomodava. Mas a Doriva?

A resposta ainda está no campo do achismo, mesmo depois do novo treinador flertar com a negativa em relação às ideias de seu antecessor. Doriva soube escolher as palavras na hora de dizer um suave “não”.

O fato é que o São Paulo, sob a batuta de Doriva, deverá jogar em um esquema com pelo menos três meias, laterais que possam fazer a função de marcação e apoio, além de um jogador de referência. A Ponte Preta que o diga…

Mas há jogadores à disposição para fazer isso? A este blog, sim! O São Paulo, ainda que tenha perdido oito jogadores na janela europeia, tem lá alguns atletas que podem fazer algumas diversas funções dentro de campo. E melhoraram nesse aspecto sob o comando de Osorio.

Portanto, Doriva não herda um trabalho ruim. Um trabalho desastroso. Pelo contrário. Doriva herda um bom trabalho.

É justamente por isso que o ex-volante do São Paulo vai precisar demonstrar toda sua personalidade. Sem isso, Doriva será esmagado ou pelos resultados dentro de campo ou pelo elenco ou pela política interna do clube. E o ex-volante do São Paulo sabe disso, afinal é cria da casa.

Tudo o que sabemos sobre:

DorivaSão PauloTemporada 2015Treinador

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.