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É hora de entrar em campo!

2015 tem sido um ano em que o convite ao sério debate sobre os rumos do futebol brasileiro tem sido feito e talvez a eleição, ainda incerta quanto à realização, para vice-presidência da CBF faça da comunidade esportiva o centro do processo decisório.

Maurício Capela

14 de dezembro de 2015 | 14h26

É preciso colocar o futebol brasileiro no século XXI. Passou da hora dos grandes clubes do País rumarem em direção à profissionalização, às boas práticas de gestão e assumirem papel de dominância na América do Sul.

A criação de uma liga, a recuperação da capacidade de investimento das agremiações e um olhar cuidadoso em direção à Seleção Brasileira deveriam dominar o debate no fim deste ano. Especialmente neste ano!

 

Especialmente, porque a prisão de gente importante do futebol nacional, a presença das autoridades dos Estados Unidos na disseminação da investigação sobre a corrupção no esporte no mundo, a discussão em torno da Fifa já compõem rosário suficiente para que o futebol brasileiro se abra ao debate.

A hora, portanto, é agora. É porque a bola parou de rolar. É porque há agenda. E é porque há eleição marcada para a vice-presidência da CBF na próxima quarta-feira, 16. Um pleito que pode até nem acontecer por entendimento da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, mas a sua simples existência já catapulta o debate.

Jogadores, ex-jogadores, atuais técnicos brasileiros, mesmo aqueles atuantes fora do Brasil, dirigentes, enfim, a comunidade esportiva de maneira geral precisa se pronunciar. Alguns já o fazem, o que é ótimo. Mas é preciso pluralizar o bom debate.

O bom debate ancorado em ideias e ideais, com projetos à mesa e dispostos a recuperar os grandes momentos desse esporte. O futebol no Brasil reúne elementos suficientes para se transformar em uma importante fonte da economia, gerando empregos, divisas e receita. Basta organizar.

Por exemplo, a simples organização de calendário fez da Série A um torneio competitivo. A Série B também. E a C, neste novo formato de regionalização, idem. A D caminha pela mesma trilha.

Mas é preciso mais. É necessário qualificar. É necessário que o Brasil torne-se um pólo do esporte na América do Sul, que possa vender, e caro, os direitos de televisão mundo afora para que seus times voltem a ter musculatura internacional.

Troca, intercâmbio entre atletas e dirigentes do Brasil e do exterior só irá qualificar o esporte no País dentro e fora de campo. É óbvio, sabe-se, mas então por que não acontece de maneira corriqueira e regular?

Pois é… É necessário lutar contra velhas máximas, como “as coisas são sempre assim”. Não! Não o são!

Esse é um tipo de pensamento nefasto, que deve ser chutado para lateral do gramado. É hora de dar um bico na resignação e iniciar o necessário processo de mudança. 2015 tal qual termina e tal qual se apresentou quase demanda da comunidade esportiva um ato de coragem. Um necessário ato de coragem e de boa fé!

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