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Feliz Dia dos Pais, torcedor!

O estádio de futebol no Brasil é o local onde pai e filho constroem um elo inquebrável, um elo onde a admiração assume o controle e a tradição de torcer pelo time do pai se materializa.

Maurício Capela

08 Agosto 2015 | 12h43

Dia dos Pais! Mas poderia também ser chamado de Dia do Amigo, de Dia do Mestre, de Dia do Conciliador, de Dia do Conselheiro. São tantos dias em um único dia, que fica até difícil nomear corretamente.

Nesse dia, no País do Futebol, o cardápio já está pronto. Contempla um almoço, um papo e um jogo. E certamente será um belo dia! Porque o que ali importa é ter a companhia do “velho”.

Para este domingo, então, as opções são muitas. Há jogos, e bons jogos por todo o País. Mas nenhum deles será igual sem a companhia dele, mesmo a peleja sendo de alto nível.

Até porque é ali, naquele espaço, na armada de concreto de um estádio ou de uma arena que muitas vezes se sacramenta o elo entre pai e filho. E é um elo inquebrável, porque naqueles centímetros quadrados se passa o bastão de uma tradição. A tradição do filho torcer pelo time do pai.

Tanto faz se o time val mal das pernas e disputa a Série C ou se é campeão todo ano. Nessa relação, o time midiático, do orçamento nababesco não entra. Não tem espaço! Porque não se precisa de muita coisa para incutir no filho o amor pelo clube do coração. Só precisa de um único elemento: admiração!

Neste domingo, há futebol por todo o país, por todo o mundo, os principais campeonatos europeus já deram o pontapé inicial. E mesmo que os times de lá capturem os olhos de quem acompanha os primeiros movimentos do jogo, essa relação nunca chegará perto daquela da armada de concreto brasileira.

Não chegará, porque não é materializada, porque não fará parte do seu caminho de todo dia, do seu trajeto do trabalho ou da faculdade. Você, residente no País, não vai passar em frente ao Camp Nou ou ao Santiago Bernabéu.

Mas você poderá passar em frente da Arena Corinthians, do Palmeiras, da Lusa, do Morumbi, da Vila Belmiro, do Maraca, de São Januário, do Arruda, da Ilha do Retiro… E quando passar seu pescoço automaticamente irá se movimentar. É! Ele vai instintivamente se virar, sem que você esboce controle!

Essa reação não é obra do acaso e nem do destino. Esse singelo movimento é obra do seu pai. É obra exclusivamente do seu “velho”, que mesmo sob sol ou chuva, lhe colocou uma blusa ou lhe abriu o guarda-chuva, lhe pegou a mão e lhe levou sorridente, feliz, faceiro a um estádio de futebol. E tenha certeza que para ele, este foi o maior presente de todos. Feliz dia dos Pais, torcedor!