As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Fim da “Neymardependência”?

Com ótimos rendimentos, Douglas Costa e Willian diminuíram o peso de Neymar no Brasil na partida diante do Peru, que ainda permitiu o surgimento de Renato Augusto.

Maurício Capela

18 Novembro 2015 | 13h48

Dois jogos, duas estórias e um pensamento: a “Neymardependência” está próxima do fim na Seleção Brasileira? Tudo bem, tudo bem que o Peru é um time esforçado, que seu limite é a quarta vaga da América do Sul em direção ao Mundial, mesmo imaginando que irá lutar mesmo pela repescagem do continente. Tudo bem também que a Argentina não estava completa e o Brasil sumiu no primeiro tempo. Tudo bem!

Mas é hora de observar. Bastante! O Brasil contra o Peru apostou em um esquema de jogo próximo do “4-1-4-1”. Não conseguiu executar à perfeição, principalmente na primeira etapa. Faltou movimentação dos jogadores de lado de campo, os meias não funcionaram muito bem nas trocas de posicionamento e os laterais, com exceção de Daniel Alves, não adentraram ao meio de campo.

Fatos… Como também é fato que o desempenho foi melhor. Bem melhor que no compromisso diante da Argentina. E aqui nada há com o placar, há com rendimento, que melhorou no segundo tempo do jogo contra o Peru.

Na segunda metade desse jogo, Elias ficou ainda mais solto, Renato Augusto se aproximou da área adversária, Douglas Costa passou a jogar pelo lado direito e Willian pelo esquerdo, e o Brasil cresceu muito na partida.

Com todos esses elementos em harmonia, a Seleção se esqueceu de Neymar Júnior. Pelo menos um pouco! Pelo menos por um jogo! Não que o jogador do Barcelona não fosse importante, não que não o seja, mas Neymar deixou de estar sobrecarregado. E isso é uma boa notícia.

No segundo tempo, como homem livre à frente, Neymar rendeu mais, se mexeu mais, confundiu ainda mais a marcação peruana e ajudou o Brasil. Ajudou coletivamente, ainda que possa brilhar individualmente.

Sem querer, por querer, difícil saber… Mas o Brasil do jogo contra o Peru no segundo tempo foi um time que abriu os olhos. Um quarteto formado por Renato Augusto, Douglas Costa, Neymar e Willian guarda elementos para entrosamento, subida de produção e catarse, o que em outras palavras vai significar títulos.

Agora, é observar os meias de contenção, a sincronia da defesa, dos laterais e arrumar o time taticamente. O suspiro de esperança aponta que há caminho. E talvez, 20 jogos depois, tenha sido de fato a primeira trilha concreta da segunda era Dunga à frente da Seleção Brasileira.

Mais conteúdo sobre:

BrasilDungaNeymarPeru