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Foi pelos ares a sétima conquista de Libertadores do Boca Juniors

Clube, que havia tido a melhor campanha e havia sido dono do melhor ataque na primeira fase, tinha pela frente apenas 45 minutos para marcar um gol e não sofrer nenhum de seu principal rival, o River Plate, mantendo assim a condição de favorito ao torneio.

Maurício Capela

18 de maio de 2015 | 15h30

Uma oportunidade jogada fora… Talvez seja essa a sensação do Boca Juniors neste momento. Desde que ficou em segundo lugar na Copa Libertadores de América em 2012 – o título ficou com o Corinthians -, o clube argentino não mais entrou nesta competição com chances reais de conquista. Até este ano!

Dono de seis troféus, o último caneco foi em 2007 diante do Grêmio, o Boca Juniors despontava na edição 2015 com ares de favorito. Havia terminado a primeira fase classificatória com um desempenho capaz de amedrontar os adversários.

Além de ter somado o maior número de pontos entre os 32 participantes, o clube de “La Bombonera” registrou o melhor ataque da primeira fase ao marcar 19 gols. E também, de quebra, ainda terminou como o melhor sistema defensivo, tendo sua rede balançada apenas em duas oportunidades.

Portanto, mesmo que a combinação de chaveamento não lhe tenha favorecido nas oitavas-de-final do torneio ao colocá-lo frente a frente com seu principal rival, o River Plate, o clube ainda assim podia bater no peito e assumir a condição de favorito no duelo… Podia, mesmo tendo apenas 45 minutos pela frente para marcar um gol e não sofrer nenhum!

Mas a história do Boca Juniors nesta Libertadores foi interrompida de maneira brutal! E a punição imposta, que lhe causou a eliminação neste ano, está longe de ser a ideal.

Até porque é preciso cuidar da principal competição da América do Sul. Zelar mesmo! Em outras palavras, uma eliminação sumária de apenas um ano resolve muito pouco. O ideal seria um afastamento por pelo menos duas edições e assim sinalizar a todo e qualquer participante que um deslize grave pode acarretar em punição severa.

Mas o caminho não foi esse. Na verdade, a sensação é que, dentre as medidas possíveis, a eliminação apenas da competição corrente suavizou o incidente. E é justamente aí que reside o entrave.

Porque uma vez entendido dessa forma pelas demais torcidas das outras equipes, a Libertadores vai se colocar desnecessariamente em risco sob o ponto de vista de negócio e competitividade. E vai ter que lidar com ares de retrocesso, que remontam a década de 80, quando a animosidade em campos adversários era regra e não exceção. Algo que turva o comportamento esportivo e empobrece o futebol! 

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