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Ginga Pura?

Brasil goleia o Japão por 4 a 0, mostra evolução tática, mas continua dependendo muito de Neymar Júnior.

Maurício Capela

14 de outubro de 2014 | 14h31

Desconsidere a euforia… Não, ela ainda não nos ajuda. Mas pode levar em conta a evolução, porque sim ela nos ajuda e nos acrescenta. Goste-se ou não, a era Dunga começou melhor do que a encomenda. E não, não falo de resultados, placares frios, falo de padrão de jogo. De novo, goste-se ou não, o Brasil dá ares de que terá daqui por diante um estilo a ser criticado, aplaudido ou ignorado. Escolha!

De todos, claro, a Argentina foi o adversário mais credenciado que o Brasil de Dunga pegou pela frente até agora. E o jogo foi duro! Colômbia, que está um passo à frente de Equador e dois do Japão no mundo da bola, também deu trabalho ao time verde-amarelo. Só que as vitórias vieram.

Mas então para que serviram os quatro amistosos do Brasil? A julgar pela evolução do time, as partidas forneceram bons indícios de que se inicia uma transformação tática na Seleção. Primeiro, pela defesa, ponto crítico da última Copa do Mundo… O time de Dunga deu ares de que será bem mais consistente. Laterais que guardam mais posição, miolo de zaga que joga firme e só vai ao ataque quando a partida permite. E diga-se, precisa permitir muito. Eis a receita de Dunga para evitar vexames futuros.

Mas é no meio de campo que a transformação virá, talvez, em um formato mais radical. Está claro que Dunga tem dúvidas. E muitas! Com exceção de Luiz Gustavo, que vai se consolidando como titular à frente dos zagueiros, o treinador deu mostras de que ainda não achou um segundo homem de meio e tampouco os meias criativos.

Hoje, diante do Japão, ficou evidente que a entrada de Philippe Coutinho e de Éverton Ribeiro deram nova vida ao setor de criação. A dupla do Chelsea, Oscar e Willian, precisa definitivamente abrir os olhos e demonstrar o competente futebol que praticam na Premier League.

É claro que foi contra o Japão e o desconto pela boa apresentação de Coutinho e Ribeiro deve ocorrer. Mas a movimentação, os passes na vertical e o revezamento na hora de buscar o jogo na intermediária defensiva chamaram a atenção. São, na verdade, bons indícios.

No ataque, Tardelli deu sinais de que veio para ficar e ponto final. Já Neymar Júnior mostrou-se novamente útil, goleador, diferenciado…

Mesmo assim, ou seja, mesmo com a excelente movimentação de jogo de Tardelli e a genialidade de Neymar, Dunga ainda terá muito trabalho pela frente! Principalmente, quando o assunto for a dependência do Brasil junto a Neymar, algo que pode até acrescer graça, ginga ao time, mas é restritivo demais. Muito restritivo!

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