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Hernanes chega ao São Paulo para evitar a profecia do apocalipse

Contratação certeira do Tricolor junto ao Hebei Fortune da China, o meia desembarca com a missão de exercer, neste um ano de empréstimo, a necessária liderança técnica e chutar para escanteio qualquer previsão catastrófica para 2017.

Maurício Capela

19 de julho de 2017 | 14h33

Hernanes voltou ao futebol brasileiro. E voltou ao time cuja identificação é instantânea, o São Paulo Futebol Clube. E esse é o tipo de negócio que cai bem aos dois. Sem grandes exibições na China, o meia terá no clube, que o projetou para o mundo, a necessária identificação para recuperar o seu futebol. Afinal, com apenas 32 anos, Hernanes está longe da aposentadoria. Bem longe…

Para o São Paulo, a contratação foi um gol. Sem estabelecer comparações de estilo de jogo ou mesmo de qualidade, Hernanes terá totais condições de exercer a necessária liderança técnica que Kaká executou com maestria em 2014.

É claro que o elenco de 2014 era mais encorpado, havia ali outros jogadores de qualidade superior, além da presença de Rogério Ceni na meta. De fato, era um outro cenário no São Paulo e para o São Paulo. Mas o meia reúne qualidade de jogo suficiente para liderar o time, acalmar alguns garotos trazidos da base e cobrar de atletas mais experientes desempenho satisfatório dentro de campo.

Em outras palavras, Hernanes desembarca com a responsabilidade imediata de ajudar a equipe a sair do atoleiro da zona de rebaixamento. Porque a cada rodada o São Paulo se afunda um pouco mais e a velha máxima de que time grande, quando ali pisa, fica difícil emergir, parece também se confirmar nos arredores do Morumbi.

A boa notícia é que há muito pela frente. O Brasileiro está somente na 15a. rodada, há mais 23 jogos adiante, o que, em uma matemática simplória, significa outros 69 pontos em disputa. Um bocado!

Mas apesar de haver esse bocado todo, a vida do São Paulo já não é tão confortável assim, uma vez que o time precisará de uma boa parcela desses pontos em disputa. Como tem 12 pontos conquistados, o Tricolor poderá até fazer outras contas, mas a margem de segurança dos últimos anos manda dizer que ao somar 45 pontos qualquer equipe se livrará do descenso.

Trocando em miúdos, então, dos 69 pontos em disputa, o São Paulo vai precisar conquistar ao redor de 50%, ou seja, 33 pontos em 23 rodadas. Uma tarefa nada fácil, mesmo quando se pode contar com um “Profeta” entre os seus.

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