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Kaká e o desafio de ser referência

Brasil vai jogar dois amistosos nos Estados Unidos, contra a Costa Rica no sábado e diante dos donos da casa na terça-feira próxima.

Maurício Capela

02 de setembro de 2015 | 18h00

Referência! Característica fundamental a qualquer clube, a qualquer seleção que anseia títulos. Sem isso, de nada adianta um elenco consistente ou mesmo de jogadores considerados craques. Sozinhos, nem bom elenco e nem craques serão capazes de produzir ótimos resultados dentro de campo.

A Seleção Brasileira é um bom exemplo. Jogadores qualificados existem, tanto que estão nos principais times da Europa. Alguns são estrelas, outros ótimos coadjuvantes, mas todos têm lá um pé nas principais agremiações da Europa. Mas quem assume a condição de referência? Quem?

É uma pergunta ainda sem resposta, mas já com candidato. E o candidato a referência da vez não mais joga na Europa, já passou dos 30, mas ainda mantém intacta a sua qualidade técnica, ainda que exista dúvida quanto à condição física. Seu nome? Kaká!

Aos 33 anos, o jogador do Orlando City talvez esteja vivendo a sua última grande oportunidade na Seleção Brasileira. Acaso seja posto em campo, terá que responder imediatamente. Sem explicações, sem justificativas, sem engenharias de argumentos.

Kaká foi convocado pelo técnico Dunga para ser Kaká. Parece óbvio, mas nem tanto.

O craque do Orlando City já não precisa provar mais nada a ninguém. Independente financeiramente, com passagens brilhantes por clubes europeus e também no São Paulo, nas duas vezes, o meia precisa emprestar sua experiência ao grupo.

Mostrar que ao vestir a camisa verde-amarela o sujeito à frente do verbo “golear” é o “Brasil” e não “eles”! Demonstrar que, no gramado, cabe ao adversário temer, respeitar, observar, zelar e não o contrário.

É uma filosofia de jogo que clama por resgate. E somente um jogador campeão do mundo é quem pode emprestar esses ensinamentos, estabilizando emocionalmente de vez a Seleção.

Mesmo que não entre em campo, ainda que figure parcos minutos desses amistosos, Kaká precisa ser somente Kaká. Ou seja, precisa ser de grupo.

Em outras palavras, emprestar seu bom senso, seu profissionalismo e comprometimento. Se houver essa troca, o Brasil deverá começar a dar os primeiros passos rumo à novas conquistas, ainda que Kaká não mais faça parte do grupo nesse momento futuro.

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