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Luís Fabiano, o dono do Majestoso

Atacante do São Paulo foi o destaque do clássico frente o Corinthians não só pelo gol de empate, mas pelo bom futebol exibido ao longo da partida.

Maurício Capela

10 de agosto de 2015 | 14h45

Talvez tenha sido o melhor jogo de Luís Fabiano nesta temporada. Também pelo gol de empate diante da melhor defesa do Campeonato Brasileiro, a do Corinthians, mas principalmente pela maneira como se comportou dentro de campo. O atacante do São Paulo foi incisivo, decisivo e representativo.

Aos 34 anos, Luís Fabiano não tem a mesma movimentação que o consagrou como um dos grandes atacantes do futebol brasileiro. Mas se o arranque não é o mesmo, sua força física, presença de área e faro de gol ainda permanecem.

No clássico diante do Corinthians, muitas vezes, Luís Fabiano enfrentou a marcação individual dos bons Gil e Felipe. E invariavelmente levou vantagem sobre os mesmos, usando de um expediente que também o consagrou: a de girar com a bola dominada frente seu oponente.

Foi assim que o jogador meteu uma bola na trave ainda na primeira etapa. Mas não foi assim que fez o gol. O gol saiu de um outro jeito, saiu de sua colocação de área, fruto de anos de experiência.

Se o São Paulo deve ou não renovar com Luís Fabiano e se o jogador deseja ou não permanecer, é um outro papo, uma outra história. Até porque uma renovação contratual passa por grandes debates e finos ajustes. Ou seja, passa distante da boa apresentação em um único jogo. É maior!

O fato é que, pela frente, Luís Fabiano ainda tem cinco meses de contrato com o São Paulo. E a julgar pelo jogo de ontem, pela filosofia do atual treinador Juan Carlos Osorio, o atacante, se assim decidir, tem tudo para encerrar bem o ciclo no clube que o projetou mundialmente. E sair pela pronta da frente, que é o local por onde deve entrar e sair todo ídolo de qualquer clube. E Luís Fabiano é incontestavelmente ídolo da torcida do São Paulo.

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