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Maio encantado no futebol mundial!

As fadas se globalizaram e insinuam visitar a cidade brasileira de Osasco, a inglesa de Leicester e a espanhola Madrid, tocando com a varinha mágica Audax, Leicester e Atlético de Madrid.

Maurício Capela

28 de abril de 2016 | 15h32

O futebol mundial vive a generalização do conto de fadas. Ali, acolá, um pouco mais adiante, 2016 sugere ter entrado no calendário da fada-madrinha. Se em São Paulo, o Audax Osasco é finalista, no Inglês, o Leicester está a uma vitória de seu primeiro título da Liga. Mas há mais. Há o Atlético de Madrid do argentino Diego Simeone.

Dos três, por razões matemáticas, o Leicester é aquele que praticamente já pode estender a bandeira, marcar o churrasco e comemorar. São três pontos em nove possíveis. Três empates ou uma vitória já resolverão a vida do pequeno clube inglês. Mas… E os demais?

Bem, Audax, em solo tropical, ainda está longe de ser considerado favorito ao título, apesar de já ter se mostrado suficientemente competente e capaz a transformar o sonho em realidade. Já o Atlético…

O Atlético de Madrid de Simeone ainda terá muito chão pela frente. Mesmo a vitória excelente sobre o Bayern de Munique de Pep Guardiola na primeira perna não lhe garante nada. Um a zero é pouco diante de um time como o Bayern, cuja força de elenco é enorme e a capacidade de recuperação de Guardiola idem.

No entanto, Simeone, há pelo menos três anos, tem se mostrado um treinador de mão cheia. Além das óbvias razões, orçamento menor que os demais e limitações de elenco, o argentino jamais se abateu.

 

Agora, mesmo que confirme o desembarque na final da Liga dos Campeões, a fada-madrinha terá muito trabalho por fazer. O clube ainda terá pela frente ou Real Madrid, rival de país e cidade, ou Manchester City, irrigado pelos “petrodólares”.

Mas os contos de fadas são cheios de truques. E têm lá suas nuances. E na história de Simeone nessa Liga dos Campeões há um detalhe dos mais curiosos: Milão. A cidade escolhida para sediar a grande final da competição, conhecida pelo requinte de moda e bom gosto, guarda vínculos caros ao treinador argentino.

Os rumores de que Simeone possa treinar a Internazionale, uma das administradoras do palco da final, são cada vez maiores, o que o faria relembrar os tempos de jogador da equipe. Se lá pisar, o treinador viverá um curta-metragem instantâneo.

Em outras palavras, maio já tem tudo à mão para virar o mês do conto de fadas no futebol em 2016. Basta que a varinha passe por Leicester, Osasco e Madrid.

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