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Mano do Céu!

Eliminado da Copa do Brasil e longe do G-4 do Campeonato Brasileiro, Corinthians de Mano Menezes vai precisar lidar também com a pressão política do clube.

Maurício Capela

16 de outubro de 2014 | 14h33

A lição de casa foi feita: vitória no jogo de ida por 2 a 0. Então, o receituário estava pronto. Nem demandaria muita prosa… Bastaria jogar fechado, aproveitar alguma bobeira do adversário, que aconteceu e que foi convertida em gol por Paolo Guerrero, e pronto: o Corinthians estaria nas semifinais da Copa do Brasil.  E esteve por quase 86 minutos…

Explicar o Corinthians de hoje demanda olhar além do Centro de Treinamento do Parque Ecológico. É preciso mais. É necessário observar com lupa os aspectos políticos e econômicos do clube.

Perto de encerrar seu vínculo com o Corinthians, Mano Menezes não tem sido somente cobrado pelo hoje, pelo agora, Mano tem sido questionado sobre o futuro imediato, que passa pelas eleições corintianas marcadas para fevereiro de 2015.

O atual técnico enfrenta a natural tensão política, mas também uma situação financeira que um dia já foi excepcional pelos lados do Parque São Jorge. O Corinthians de hoje trabalha com os pés no chão e sabe que não pode se aventurar a pagar salários nababescos. Primeiro, porque o mercado de futebol no Brasil está chacoalhando… A bonança de outrora se foi. E depois porque há novas despesas pelo caminho, como estádio, pagamento de dívidas antigas, entre outros.

Colocar toda a responsabilidade sobre os ombros de Mano Menezes é fácil, rápido e indolor. Mas o fato é que, do ponto de vista de elenco, o Corinthians não tem tantas opções assim. E apesar de ser ótimo trazer jogadores da base, não há dúvida, seria perfeito também se os garotos subissem para o profissional em águas mais calmas. E este definitivamente não é o cenário atual!

Portanto, a eliminação do Corinthians frente a este competente Atlético Mineiro não vai repercutir somente no gramado. Vai como um rastilho de pólvora permear toda a política do clube.

Mas a situação poderá piorar ainda mais. Como está longe de apresentar um futebol convincente, além de oscilar demais no Campeonato Brasileiro, o Corinthians precisa amarrar a chuteira, porque a vaga no G-4 hoje não é uma realidade. Na sexta posição, o time paulista está um ponto atrás do quarto colocado, o algoz da Copa do Brasil, o Atlético Mineiro. E pior, tem uma vitória a menos que o quinto colocado Grêmio e o Galo.

Em boa medida, portanto, o Corinthians de hoje é reflexo de um novo trabalho, que foi iniciado no começo deste ano, com o claro objetivo de reformulação. E como toda mudança, essa também demanda paciência… Uma paciência que hoje no Corinthians somente existirá se ela cair do céu!

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