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Marcelo Oliveira e a pressão por resultados

Campeão da Copa do Brasil, com elenco reforçado para 2016, o Palmeiras de Marcelo Oliveira só terá um caminho: brigar de igual para igual com os favoritos aos títulos importantes, transformando o treinador no mais pressionado do Brasil.

Maurício Capela

28 de janeiro de 2016 | 13h37

Véspera. Na verdade, pelo calendário gregoriano que nos rege, tecnicamente ainda não. Há pelo menos 24 horas para que a sexta-feira vire véspera do início do Campeonato Paulista.

Então, nessa quase véspera, o calendário assertivo assegura: o relógio vai contar de maneira mais rápida as horas, os dias e os meses para o técnico Marcelo Oliveira do Palmeiras. A competência, é bom que se diga, de Oliveira não está em jogo. Oliveira conhece futebol, é campeão e tem convicções táticas.

Isso devidamente posto. É hora de se dizer claramente que Oliveira, sim ele mesmo, será o técnico mais pressionado do futebol brasileiro nos primeiros meses de 2016. Primeiro, porque arregimentou um título em 2015, o da Copa do Brasil, e depois, porque seu elenco foi fortalecido. Oliveira, portanto, tem boas e ótimas opções.

No entanto, o cotidiano do treinador palmeirense poderá azedar nos detalhes. Em um específico: o meio de campo. Mais especificamente falando, o setor de criação, de cadência e de distribuição de jogo. Parece que quase 40 contratações depois, o Palmeiras não consegue ter um meia para chamar de seu.

Cleiton Xavier foi o sujeito pensado, desenhado para essa função. Mas não consegue desempenhar em campo, fruto das lesões. Robinho parece render mais na transição dos setores do que na armação. E Zé Roberto poderia funcionar ali, já fez isso em outros tempos, mas até o momento não se fala no assunto.

A questão é simples. Se o Palmeiras não der um jeito nessa função, vai mostrar em 2016 o que mostrou em 2015. Um time que vive da explosão e velocidade de seus atacantes, em especial de Dudu. E isso é pouco.

Pouco para povoar os sonhos de título de Libertadores e de Brasileiro. Sim, Marcelo Oliveira pode até não balbuciar, traduzir em palavras, mas sabe que o sonho alviverde passa pelo levantamento de canecos importantes.

Acaso não consiga a Libertadores, narizes serão torcidos, mas o rabo da porca ainda não. Agora, se no Brasileiro o time se distanciar do G-4 e brigar no meio da tabela… Bom, daí a situação mudará de figura. E Oliveira sentirá de vez a pressão e ânsia palmeirense por um título maior, ainda que a Copa do Brasil seja espetacular e importante.

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