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Marcelo Oliveira e o desafio Palmeiras

Treinador desembarca em um clube, que contratou 23 jogadores para 2015, em meio a um campeonato nacional que revela: na era dos pontos corridos somente três times venceram a competição modificando o comando técnico.

Maurício Capela

10 de junho de 2015 | 17h50

Marcelo Oliveira, o novo comandante do Palmeiras (mais informações aqui: http://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,palmeiras-acerta-com-marcelo-oliveira-para-o-lugar-de-oswaldo,1703601), virou a bola da vez do futebol brasileiro. De candidato a grande técnico, hoje, Oliveira é uma realidade.

Com dois títulos de campeão paranaense pelo Coritiba em 2011 e 2012, mais um mineiro em 2014 pelo Cruzeiro, Marcelo Oliveira ganhou status mesmo de “técnico de ponta” após as recentes conquistas no time de Minas Gerais. Sem dúvida, o bicampeonato nacional, vencido em 2013 e 2014, retirou o rótulo de “promissor dessa nova geração de treinadores” para “realidade”.

Portanto, quem desembarca no Palmeiras não é uma promessa, mas sim um dos grandes técnicos do futebol brasileiro. Traduzindo, a pressão por bons resultados vai acontecer desde o primeiro momento em que Oliveira pegar a prancheta, a caneta, calçar as chuteiras e iniciar seu primeiro coletivo.

À mão, o técnico terá um elenco recém-formado, vice-campeão paulista, mas que apresenta deficiências de marcação. Claras deficiências!

Só que além de precisar encontrar o seu time em um curto espaço de tempo, o treinador ainda terá pela frente a dura missão de fazer história. Porque dificilmente quem troca de treinador ganha campeonato de pontos corridos no ano da mudança.

Desde 2003, quando se iniciou a era dos pontos corridos no Brasil, somente três times trocaram de técnico ao longo da competição e conseguiram ficar com a taça. A saber: Santos em 2004, Corinthians em 2005 e Flamengo em 2009.

Em 2004, Emerson Leão deixou o Santos nas mãos do interino Márcio Fernandes que passou o bastão a Vanderlei Luxemburgo. Em 2005, o argentino Daniel Passarella entregou a Márcio Bitencourt, terminando com Antônio Lopes. E em 2009, Cuca passou a Andrade.

Ou seja, em 11 edições de Brasileiro no sistema de pontos corridos, em apenas três vezes a troca rendeu caneco.

É verdade também que talvez Oliveira até não ambicione um tricampeonato nacional particular… Talvez! Mas não há como negar que seu desembarque vai gerar uma onda de esperança alviverde do tamanho dos públicos da nova arena, ou seja, grande!

 

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