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Março fez bem ao futebol brasileiro

Mês vestiu a camisa 3 do futebol verde-amarelo e de uma tacada só abrigou a Medida Provisória do esporte e sinalizou de que dias melhores virão para a Seleção Brasileira.

Maurício Capela

27 Março 2015 | 19h31

O futebol brasileiro deveria agradecer de maneira especial o mês de março de 2015. Não, o Brasil não ganhou competição internacional alguma e também não houve revolução. Mas existiu avanço dentro e fora de campo, e ele deveria ser celebrado.

Por exemplo, se a Medida Provisória ainda não virou lei, pelo menos ela já existe e até já foi sacramentada pela presidência da República. Um conjunto de normas, que não veste, é verdade, a camisa 10 de uma esperada mudança de rumos, mas que pode tranquilamente chamar para si a responsabilidade de tirar o futebol do País dessa atual era meio amador-meio profissional e jogá-lo de vez nos braços das boas práticas de gestão.

Mas dentro das quatro linhas? Aconteceu algo? Está acontecendo…

O futebol brasileiro está se reajustando a um novo patamar, que vai lhe causar solavanco logo de cara, mas que terá tudo para colocar nos trilhos os clubes do País. Dotá-los de responsabilidade financeira maior, que já já lhes permitirá voltar a contratar em um padrão mais adequado e ainda a revelar alguns novos talentos.

Além disso, há algo no horizonte na Seleção Brasileira. Algo positivo! O time não é brilhante, mas é competitivo. Tem raros talentos, mas tem bons jogadores em várias outras posições. E agora tem um esquema tático, goste-se ou não, mas há o que se colocar à mesa e debater.

O técnico Dunga já realizou sete jogos nessa sua segunda passagem. E foram sete vitórias! Dessas, há que se destacar os triunfos frente Colômbia, Argentina e França.

Frente os colombianos, a vitória por 1 a 0 foi importante, porque o Brasil se impôs diante de uma seleção emergente do continente. No que diz respeito à Argentina, vencer sempre é ótimo, ainda mais quando o craque Lionel Messi está em campo, como foi o caso.

No entanto, nenhum outro confronto sinaliza dias melhores que essa vitória diante da França. Primeiro, porque os franceses são sempre adversários indigestos. E depois, porque “Os Azuis” estão de posse de uma geração promissora, que poderá inclusive ser a sensação da Eurocopa de 2016, que será jogada na terra da Torre Eiffel.

Nesse horizonte promissor, o placar conta pouco. Porque o que contabiliza é a maneira como a Seleção Brasileira se comportou no segundo tempo dessa partida. Uma equipe que não se escondeu, não foi medrosa. E com isso está vendo cada vez mais o fim do acanhamento com a Amarelinha de jogadores como Oscar, Willian e Roberto Firmino.

É justamente esse o legado desses sete jogos de Dunga. A afirmação de talentos na Seleção e a consequente redução da “Neymardependência”.

Um descolamento fundamental ao time de Dunga, uma vez que somente assim, somente diminuindo a dependência de seu principal jogador, o Brasil vai recuperar sua identidade e aspirar algo em 2018. Porque caso contrário ficará novamente pelo caminho.

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