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Neymar e CR7: Eu sou você amanhã?

Cristiano Ronaldo, com justiça, fatura sua terceira "Bola de Ouro" da Fifa e Neymar fica em sétimo lugar, mas é uma questão de tempo e resultados para que o brasileiro brigue, de fato, pelo troféu.

Maurício Capela

12 de janeiro de 2015 | 19h55

Ainda não foi desta vez! E já se sabia que não seria, como também se tem lá alguma certeza que em breve será… Neymar e destino têm tabelado nos últimos tempos a tal ponto, que em breve ambos deverão convergir em direção ao prêmio individual máximo, o de melhor jogador do mundo.

Hoje, a badalada “Bola de Ouro” repousa nas mãos do português Cristiano Ronaldo. Um acerto, não resta dúvidas! Aliás, resta… Resta uma! Resta a de que Neymar poderia já estar entre os três principais do mundo do futebol.

Eleito pela Fifa o sétimo melhor da temporada de 2014, o atual craque do Barcelona poderia ter tido melhor sorte se no meio do caminho não estivesse a Alemanha, a Alemanha de Manuel Neuer.

Quando apareceu no Santos, Neymar também precisou enfrentar olhares desconfiados, assim como o português. Muitas vezes seu talento foi questionado no País sob a falsa alegação de que o então promissor jogador do Santos somente fazia gols contra equipes mais modestas. Um erro! Um erro do tamanho do futebol que Neymar ostenta nos dias de hoje!

Os parcos 2% de votos que recebeu na eleição dos melhores do mundo, contudo, não devem ofuscar o que se avizinha. Nem mesmo o fato de o atual jogador do Barcelona não ter aparecido na seleção da Fifa de 2014.

Os resultados do prêmio da Fifa para Neymar refletem exatamente o desastre da Copa do Mundo no Brasil, mas não se resumem ao desempenho ruim do selecionado verde-amarelo. Há também nessa conta o fato do craque do Barcelona ter acabado de desembarcar em solo europeu e ainda não ter conquistado o mesmo espaço que tinha no Santos na Espanha. E isso é uma questão de tempo…

Neymar já é uma peça importante no Barcelona de hoje. Talvez ainda não essencial, mas certamente significativa. À medida que o seu futebol caminhar em direção a condição de dependência, sim a “Neymardependência” dos tempos de Santos, o jogador automaticamente estará entre os três melhores do ano da Fifa.

A receita, o próprio Neymar a conhece. E é simples. Além de demonstrar toda sua categoria, o negócio é combinar atuações singulares em jogos decisivos e títulos. Quando essa combinação emergir, como emerge com Cristiano Ronaldo, Neymar estará lá, entre os três e com uma votação que lhe arrancará risadas dos atuais 2% e uns quebrados.

Nessa engenharia, no entanto, não basta apenas arrebentar no Barcelona. Será fundamental, claro, mas não único.

A engrenagem da “Bola de Ouro” pede mais… Pede que a Seleção Brasileira seja decisiva e para o Brasil ser decisivo, será preciso retomar o protagonismo. Protagonismo que passa pelas chuteiras de Neymar. Em resumo, estar entre os três melhores neste ano depende só dele, de Neymar. Um roteiro que o craque conhece bem e que até título já tem: a “Neymardependência”.

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