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Neymar ilumina Paris

Se faltava à cidade luz o futebol para também drenar parte da atenção do mundo, como já faz com a gastronomia, moda e cultura, agora, já não vai faltar mais.

Maurício Capela

02 de agosto de 2017 | 16h30

Um drible, talvez um passe, separe o atacante brasileiro Neymar de seu próximo clube, o Paris Saint-Germain. Um dos grandes clubes da França, o PSG, como é conhecido, vem tentando mudar o jeito que o mundo o olha desde que os petrodólares desembarcaram em sua sede, em Paris, em 2011.

De lá para cá, já arrancou a jovem promessa do São Paulo, Lucas, a peso de ouro. Arrematou Cavani, a estrela uruguaia, e o sueco Ibrahimovic, talvez a sua maior contratação desde 2011.

Mas agora, às portas de anunciar o craque brasileiro, o clube pretende mudar de patamar. E vai. Pretende também colocar um ponto final no incômodo desempenho na Liga dos Campeões, uma vez que não consegue ultrapassar a fase das quartas-de-final. E é aí que se encaixa todo o esforço francês, traduzido em uma cifra que beira a casa de R$ 1 bilhão.

Neymar, é fato, vai drenar boa parte da atenção do mundo da bola para Paris, uma cidade que por si só já é uma atração quando o assunto é gastronomia, moda e cultura. Faltava, talvez, o futebol, o esporte mais popular do planeta. Agora, não falta mais.

Para o craque verde-amarelo, a jogada é arriscada. E é, porque o futebol francês é incipiente, é fraco, e Neymar é grande em campo. Depois, porque o jogador está sendo contratado em busca do sonho de conquistar a Europa, trocando em miúdos, a Liga dos Campeões da Europa.

Mas há pontos interessantes favoráveis ao jogador. Como aparentemente tem o sonho de conquistar a Bola de Ouro da Fifa, Neymar precisa ser protagonista em um grande clube europeu, algo que no Barcelona teria alguma dificuldade, uma vez que a relação entre Lionel Messi e o clube catalão é umbilical. O argentino Messi é um “filho” de Barcelona e do Barcelona.

Portanto, há espaço para um casamento feliz. Há, porque o PSG é uma das grandes forças do continente, talvez a menor força entre as grandes agremiações, mas é uma camisa. E Neymar será o protagonista dessa camisa.

Em outras palavras, se o clube conseguir chegar até as finais da Liga dos Campeões da Europa, o campeonato francês será apenas um pedágio. Agora, se a estratégia de conquistar o continente europeu por meio da bola cair por terra, o “francesão” vai lhe fazer lembrar dos tempos das fases classificatórias de campeonatos paulistas. E é justamente aí que a bola pode ir parar no mato.

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