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Neymar Júnior e a busca de Manchester por um ídolo brasileiro

Se colocadas, uma sobre a outra, notas de R$ 100, o gigante inglês Manchester United teria oferecido um edifício de oito metros de altura pelos gols, dribles e lances do craque brasileiro.

Maurício Capela

24 de agosto de 2015 | 15h12

Uma pilha de oito metros de altura em notas de R$ 100 pelos gols, dribles e lances de Neymar Júnior. Foi isso que o gigante inglês Manchester United ofereceu ao Barcelona da Catalunha pelo jogador brasileiro, quando colocou à mesa a oferta de R$ 760 milhões.

A conta é mais curiosa do que complicada, porque é na espessura que se resolve a equação. Se um pacote de cem notas de R$ 100 for montado, logo, a espessura desse conjunto vai se aproximar de 1 centímetro de altura. A partir daí, tudo fica claro, porque um pacote contendo cem notas de R$ 100 equivale a R$ 10 mil. Então, é só multiplicar para se chegar aos oito metros em questão.

Mas toda esse exercício de matemática ainda pede um adicional. Um adicional de lógica! Afinal, porque transformar Neymar Júnior em o jogador mais caro da história do futebol mundial?

Por quê? Porque esse é modelo vigente do esporte bretão. Um jogo que se ancora no marketing, que transforma jogadores em celebridades e que é uma opção de lazer.

Portanto, levar Neymar Júnior para Manchester faz todo sentido. Faz, porque os direitos televisivos do campeonato inglês para o período 2016 – 2019 giram ao redor de R$ 27 bilhões, tornando-se o mais caro do planeta futebol. No Brasil, estima-se que a cifra trafegue na casa de R$ 1 bilhão.

Ou seja, o Campeonato Inglês precisa de astros. E muitos! Jogadores das mais diversas seleções. E muitas! Só assim será possível, e fará sentido, manter a transmissão do certamente por todo o planeta.

Craque de futebol, ídolo da nação que ostenta cinco estrelas no peito, o esforço, a tentativa, tudo faz sentido. Até porque os clubes de Manchester, em especial o United, o mais vitorioso, jamais conseguiu emplacar um grande jogador brasileiro em suas fileiras. Quem lá passou, ocupou apenas a posição de candidato a ídolo. E só!

Portanto, do ponto de vista de negócio, tudo parece se encaixar. Mas e na esfera técnica? Faz sentido? Pois é… Dentro de campo, a lógica matemática fica em segundo plano e Neymar Júnior, e seu corpo de executivos, deveriam acrescer um dado nessa equação: o imponderável técnico holandês Louis van Gaal.

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