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O apetite de Tite

No retorno do treinador, o Corinthians levou apenas "meio gol" por partida, enquanto o ataque balançou quase por duas vezes as redes adversárias a cada jogo, no melhor "padrão Tite".

Maurício Capela

12 de fevereiro de 2015 | 19h50

A temporada, claro, está só no começo. Muitos times ainda vão evoluir e, como sempre acontece, outros também vão ficar pelo caminho. Mas de todos os grandes do futebol brasileiro ninguém chama mais a atenção que o Corinthians. O Corinthians de Tite!

Tite ainda não completou dois meses batendo ponto no Timão. Mas as mudanças de estilo de jogo, de mentalidade e de posicionamento tático são evidentes. O Corinthians marca melhor, as saídas de jogo são mais rápidas e a intensidade aumentou. E muito!

No entanto, é cedo para cravar qualquer prognóstico a respeito do futuro desse Corinthians na temporada. Mas é certo dizer que o time venderá caro as derrotas.

Tite começou pelo básico da “titabilidade”. Neste manual, consta ali nas primeiras páginas que um grupo competitivo toma corpo pela forte marcação, algo que salta aos olhos neste Corinthians de 2015.

Antes criticados, alguns atletas, como o zagueiro Felipe, esboçam tranquilidade, algo que faltou na Copa do Brasil do ano passado. Fágner, que sempre se caracterizou pela ofensividade, agora não se descuida da parte defensiva.

A aproximação entre a primeira linha de marcação e a segunda, formada por meias como Jádson e Renato Augusto, que não tem como virtude o “roubo de bola”, mas que participam ativamente da partida, começa a dificultar a movimentação dos meias adversários. No meio campo do Timão, não se encontra espaço vazio.

No ataque, o elemento surpresa da segunda era Tite já tem nome: Elias. Dono de um futebol de fino trato, o jogador tem tudo para reencontrar o melhor do seu jogo e se tornar imprescindível a este novo Corinthians.

Mas o que chama a atenção é a rapidez com que o Corinthians se encaixou. Tomou somente três gols na temporada, contabilizando aí os amistosos, e já marcou 11 vezes. Em outras palavras, a defesa levou “meio gol” por partida e o ataque balançou quase duas vezes as redes adversárias por jogo. Números no melhor padrão Tite!

Além dos bons números, contudo, o que mudou, foi o astral. O Corinthians de Tite quer vencer, bem diferente, inclusive, do fim da sua última passagem à frente do clube. E é esse apetite que coloca o Timão em condição favorável neste início de temporada, tão favorável que certamente já tira o sono do São Paulo. Um jogo que, mesmo antes de a bola rolar, já se transformou na primeira grande partida do ano para ambos!

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