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O entusiasmo é alviverde

Dos 20 clubes que deram o pontapé inicial no Brasileiro, a vitória, surpreendente pelo placar e como foi construída, foi a do Palmeiras, que faz com que o torcedor imagine que neste ano tudo será diferente.

Maurício Capela

16 de maio de 2016 | 15h02

O Brasileirão versão 2016 está no ar. E com ele, naturalmente, já começa a surgir aqui e ali pensamentos entusiasmados, gritos de “agora, vai!” e gestos de euforia. Nessa seara, sem dúvida, quem já dá as cartas nesta primeira rodada é a Sociedade Esportiva Palmeiras. Mas separemos, pois.

Sim, o torcedor do Palmeiras tem razão em estar feliz. O time apresentou um futebol convincente, rápido e letal contra um clube bem organizado e campeão em seu Estado, o Atlético Paranaense.

Sim, a semana de treinos intensos realizados pelo técnico Cuca aparentemente colocou o Palmeiras fisicamente em um estágio interessante frente os rivais. Competitivo, eis uma boa palavra.

Sim, o Palmeiras tem um grande treinador à disposição. Conhecedor de tática, das necessárias mudanças estratégicas frente a um ou outro adversário e excelente montador de elenco.

Agora, é necessário ter calma. O Palmeiras ainda terá pela frente um rosário de obstáculos. O grupo ainda está inchado, faltam algumas peças, principalmente as de articulação, e novos atletas poderão ainda desembarcar.

No entanto, colocando tudo na balança, convém imaginar que Palmeiras e Atlético Mineiro possam ser as duas grandes forças do Brasileiro deste ano. Primeiro, porque possuem elenco diverso e rico em qualidade técnica. Depois, porque dá a sensação que existe algum planejamento de lado a lado.

Contudo, se o Brasileiro deste ano confirmar uma disputa cabeça a cabeça, talvez essa seja mais benéfica para o Palmeiras. Por quê? Mesmo com o respeito que Diego Aguirre merece, e conquistou labutando treino após treino, Cuca está um passo a frente. É melhor estrategicamente falando. É um técnico que, sim, pode conduzir o Palmeiras a uma condição de vencedor em 2016.

Até porque Corinthians, o atual campeão nacional, São Paulo e Santos, os rivais do Estado, não demonstram diversidade de elenco capaz de colocá-los em posição de igualdade, de disputa com o Palmeiras.

De fato, portanto, todos os argumentos já citados, em relação, fazem do Palmeiras um postulante… Um postulante a brigar na parte de cima da tabela. E só, por ora, porque qualquer outra coisa é pura palpitaria, palpitaria futebol clube.

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