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O sopro matemático do Vasco da Gama

Restam quatro jogos ao clube do Rio de Janeiro, que precisaria pelo menos de mais 10 pontos para quem sabe escapar do rebaixamento, fruto da péssima campanha do primeiro turno do Brasileiro.

Maurício Capela

09 de novembro de 2015 | 14h57

Um sopro… Um sopro da matemática! Eis o Clube de Regatas Vasco da Gama neste campeonato brasileiro deste ano. Separado, agora, por três pontos em direção ao fim do calvário, ou seja, a zona do rebaixamento, o Vasco se fia em um razoável desempenho neste segundo turno para terminar o certame na primeira divisão.

A quatro rodadas do fim, o clube do Rio de Janeiro, se isolado fosse o segundo turno do campeonato nacional, estaria em uma confortável décima primeira colocação, com 20 pontos. E também já não teria a pior defesa do torneio, uma marca do Vasco ao longo deste Brasileiro 2015.

Mas o campeonato não tem 19 rodadas, e sim 38 jogos. E o Vasco terá que conviver com a corda no pescoço até o fim. No entanto, a tabela lhe reservou alguma boia de salvação.

Apesar de precisar encarar o Corinthians na próxima rodada do Brasileiro, um jogo em que o clube paulista pretenderá assegurar a faixa de campeão da competição, o Vasco ainda terá pela frente generosos confrontos diretos. Joinville e Coritiba.

O primeiro já vai acontecer no compromisso pós-Corinthians e será no palco de triste lembrança aos vascaínos. Foi ali que torcedores de Vasco e Atlético Paranaense protagonizaram cenas tristes em 2013, e o Vasco foi rebaixado.

Mas talvez seja nesse mesmo campo que o Vasco consiga, de vez, escapar do descenso. Qualquer outro resultado que não seja a vitória do clube da Cruz de Malta poderá ser fatal às pretensões de Jorginho, o seu treinador.

Depois, o clube vai encarar o Santos. E, por fim, o Coritiba, no Paraná.

A combinação desses quatro jogos, no entanto, permite imaginar que se o Vasco somar duas vitórias contra seus diretos rivais e mais quatro pontos diante dos paulistas, muito provavelmente, esses 10 pontos lhe salvarão da degola. Afinal, o clube terminaria o certamente com 43 pontos e 11 vitórias.

É uma conta, a mais segura provavelmente. Mas não a mais provável! Até porque somar quatro pontos diante de Santos e Corinthians está longe de ser favas contadas. E mesmo ganhar de Joinville e Coritiba, ambos fora de casa, também.

Então, mesmo a matemática sendo generosa, mesmo os adversários tropeçando a cada rodada, ao Vasco somente resta acreditar. E precisará crer muito, bastante, para que o sopro matemático se transforme em uma dezena de pontos.

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