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Osorio, a bola da vez do São Paulo

Algoz do São Paulo na Copa Sul-Americana de 2014, o treinador tem desempenho perto de 60% e gosta de jogar em velocidade pelos lados do campo.

Maurício Capela

20 de maio de 2015 | 17h38

Juan Carlos Osorio é a bola da vez para assumir o posto de treinador do São Paulo. Algoz do Tricolor na semifinal da Copa Sul-Americana de 2014, o atual treinador do Atlético Nacional da Colômbia tem lá seu estilo de jogo.

Seu time, por exemplo, costuma ser rápido pelos lados do campo e procura ter a posse de bola na intermediária. Só que da metade para frente, o colombiano Osorio pede aceleração e arremates. Chutes de longa e curta distâncias.

Não se mostra fã da bola alçada em direção à área. Prefere o toque curto quando desembarca perto do gol adversário e o lançamento longo quando surge a chance de contragolpear.

Foi assim, usando essa variação de jogo, que Osorio perdeu no estádio Cícero Pompeu de Toledo por 1 a 0 para o São Paulo do então técnico Muricy Ramalho. Perdeu, mas levou, porque mesmo tendo vencido a primeira peleja também por 1 a 0, os colombianos tiveram mais tranquilidade na hora de cobrar as penalidades máximas e obtiveram um indiscutível 4 a 1!

Agora, de todos os seus trabalhos até hoje, não resta dúvida que este do Atlético Nacional é o mais consistente. Em 119 jogos, tem um aproveitamento perto dos 60%, o que já lhe conferiu o título colombiano (apertura e finalización) em 2013 e o de apertura do ano passado.

Contudo, ainda que o Atlético Nacional tenha história relevante no cenário colombiano e tenha faturado uma Copa Libertadores de América em 1989, o São Paulo está em um estágio acima. E em caso de acerto, certamente se transformará em seu principal desafio dessa sua curta carreira como treinador, que nem sequer completou uma década. Osorio começou a comandar equipes profissionais em 2006, quando assumiu o Millonaros da Colômbia.

Em outras palavras, a prática de jogo de Osorio indica que poderia funcionar no futebol brasileiro, mas somente se houver convicção. Ao contrário de Alejandro Sabella, o técnico colombiano não tem lá tantas conexões no País e um período de adaptação será mais do que recomendado.

Portanto, resta saber se a diretoria e o torcedor estarão dispostos a dar tempo ao tempo para que Osorio imprima seu jeito de ver futebol no São Paulo. E principalmente conheça o mercado local para que não repita a fórmula de Ricardo Gareca, a de indicar somente jogadores de fora do País.

Então, se tudo isso estiver claro e, principalmente, se houver convicção na decisão, a aposta poderá render frutos. Caso contrário, a passagem de Osorio poderá ser rápida e até colocar o São Paulo em situação difícil no Campeonato Brasileiro deste ano.

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