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Padrão Dunga

Depois de vencer Colômbia e Equador por 1 a 0, Dunga vai enfrentar pela primeira vez, em seu retorno ao comando do Brasil, uma seleção campeã do mundo.

Maurício Capela

10 de outubro de 2014 | 15h25

Vida fácil e Seleção Brasileira já estiveram muitas vezes presentes em uma mesma frase. Tempos atrás, ficava até difícil construir uma sentença, quando o assunto era futebol, sem que a palavra “fácil” estivesse bem próxima de “Brasil”. Mas a Copa do Mundo de 2014 tratou de colocar o “fácil” para escanteio e transformou tudo em uma enorme dificuldade. Dificuldade que de maneira mais imediata responde por Argentina. Sim, nossos eternos rivais, um dos maiores clássicos do mundo do futebol e adversário desta manhã de sábado.

Dunga, pelo jeitão das convocações, deixa claro algumas ideias. A começar pelas laterais… Se sob Luiz Felipe Scolari, os dois lados do campo eram dominados por verdadeiros alas, Daniel Alves na direita e Marcelo na esquerda, hoje, a história é outra. Marcar pelos lados, fechar espaços e se mandar em direção ao ataque quando for conveniente, eis o primeiro mandamento da nova era Dunga.

Sem dúvida, Filipe Luís encarna bem esse novo posicionamento. Danilo, nem tanto… Mas é bom que o assimile, porque a convocação de Mário Fernandes sinaliza que o treinador deseja proteger tão bem o lado direito, quanto protege hoje o lado esquerdo.

Na zaga, a justa convocação de Miranda e suas repetidas boas atuações dispensam comentários. O olho mesmo de Dunga estará em David Luiz, que acredito deverá se aventurar menos, bem menos, em direção ao campo adversário.

Dunga dá a entender que deseja fortalecer o sistema defensivo. Na verdade, caberia até dizer, reestruturar a defesa brasileira, que não foi bem no Mundial deste ano.

Elias terá uma excelente oportunidade de mostrar sua capacidade, mas os olhos do treinador também deverão estar em Oscar. O meia do Chelsea não tem produzido o mesmo futebol da Premier League, apesar de ter potencial para tal. E naturalmente poderá abrir passagem para esse promissor jogador do Liverpool, revelação do Vasco da Gama, Phillipe Coutinho, que já deveria ter tido uma chance entre os 11 titulares.

Mais à frente, o Brasil clama para que Neymar Júnior continue fazendo o que vem demonstrando na Seleção e no Barcelona. Mas seria de bom tom que a Seleção diminuísse a dependência.

Até porque seleções que se apoiam em um único jogador não costumam ir longe em competição alguma. E talvez seja essa a maior missão de Dunga no curto prazo. Diminuir a “Neymardependência”.

Tarefa tão difícil quanto dar padrão de jogo nesse início de trabalho… Um típico padrão Dunga, que somente saberemos se será ou não de qualidade, com o passar do tempo… Melhor, com o passar dos jogos!

 

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