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Palmeiras precisa de Prass

Ameaçado de rebaixamento no ano do Centenário, Palmeiras conta pela terceira vez, neste Campeonato Brasileiro, com seu "quarteto", para vencer o Botafogo, no Rio.

Maurício Capela

08 de outubro de 2014 | 15h39

   Pergunte a qualquer treinador de futebol. Melhor, pergunte a qualquer treinador de qualquer modalidade esportiva o que ele pensa sobre “time-base”. Certamente, o “professor” vai falar que o conjunto é importante, o entrosamento é fundamental, mas que isso sozinho não decide jogo. E cá entre nós, não decide mesmo! O Palmeiras que o diga.

Quando entrar em campo, daqui a pouco, para enfrentar o Botafogo no estádio do Maracanã, Dorival Júnior, o treinador do Palmeiras, poderá fazer algo que seus dois antecessores não tiveram chance. Nem o argentino Ricardo Gareca e tampouco Alberto Valentim puderam afixar a papeleta na porta do vestiário, com Fernando Prass no gol, Lúcio na zaga, Wesley no meio e Valdívia na armação.

O último a ter o quarteto palmeirense, que se não é fantástico, pelo menos fez um bom papel no Campeonato Paulista deste ano, foi Gilson Kleina. O hoje técnico do Bahia escalou os quatro juntos em dois jogos do Brasileirão. Mas a força demonstrada no Paulistão, para uns, e Paulistinha, para outros, passou longe da competição nacional.

Com os quatro em campo, foram duas derrotas: em casa para o Fluminense por 1 a 0 e no Maracanã para o Flamengo por 4 a 2.

Dos quatro, a volta de Prass é a que mais chama atenção. Não pelo longo tempo inativo, já que o goleiro está parado desde 4 de maio por força de uma contusão no cotovelo, mas porque Prass é diferente dos últimos “camisas número 1” do Palmeiras.

Acostumado a revelar sempre goleiros em nível de Seleção Brasileira, o Palmeiras apostou na base para suprir a ausência de Prass e não deu certo. Bruno, Deola e Fábio titubearam na meta alviverde. E embaixo das traves não há espaço para “senões”, porque um “senão” costuma terminar em gol, em gol para o adversário.

Nervoso, instável, com medo de amargar no ano do centenário um novo rebaixamento à Série B, o Palmeiras se coloca nas mãos de um goleiro que não é de “Seleção Brasileira” e tampouco foi revelado na “Academia de Futebol”, mas que tem pré-requisitos de sobra para dar a injeção de tranquilidade que o Palmeiras clama nesse momento. O Palmeiras precisa de paz… E de Prass!

 

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