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René Simões, o 23o. técnico demitido

Troca de treinadores já somam 23, sendo que na segunda divisão nacional, onde está o Botafogo do agora ex-treinador René Simões, o naco é maior, 13 mudanças.

Maurício Capela

16 de julho de 2015 | 14h51

René Simões, o agora ex-treinador do Botafogo, engordou uma nada agradável estatística do futebol brasileiro, a que contabiliza o número de treinadores dispensados no campeonato nacional da primeira e da segunda divisão. E os números retratam fielmente a ausência de planejamento e paciência das agremiações do País.

No total, 23 times já trocaram de técnicos nas duas séries do futebol nacional, sendo que a B ficou com o maior naco, 13 mudanças. E a última foi justamente a de Simões.

O curioso nessa dança das cadeiras alvinegra é que bastou uma sequencia ruim, uma vitória em seis jogos, para que a campanha ao longo de 2015 fosse sumariamente deixada de lado.

O Botafogo, além de ter ficado com o vice-campeonato do Rio de Janeiro deste ano, um feito se for levado em consideração o tumultuado 2014, é o atual líder da Série B.

Tudo bem, tudo bem, que está na liderança por critérios, já que as quatro equipes do G-4 somam cada uma 24 pontos. E a distância para o quinto colocado é pequena, de apenas um ponto.

Sim, tudo isso precisa ser levado em consideração, porque a obrigação do Botafogo é subir e, de preferência, com o caneco. Mesmo porque basta olhar de perto o elenco da Estrela Solitária para notar que há mais recursos do que seus pares de competição.

Contudo, o trabalho de René Simões estava longe de ser ruim. Mesmo diante dessa negativa sequencia, o Botafogo mantinha um ritmo interessante dentro de campo. E os números não negam: melhor defesa da Série B, segundo melhor ataque, um dos times que mais venceram, um dos times que menos perderam.

Informações que o Botafogo deveria ter levado em conta, uma vez que conhece a segunda divisão e sabe que a competição é cheia de nuances, principalmente depois que passou a ser formatada em pontos corridos. Com um campeonato longo, de 38 rodadas, é natural a oscilação de um clube, principalmente do favorito.

Agora, o clube, claro, vai em busca de um substituto. Tarefa nada fácil, uma vez que dinheiro é artigo raro e opções de mercado também estão longe de existirem aos borbotões. Até porque não dá para entregar o comando de um time do tamanho do Botafogo a qualquer um!

Além disso, o Botafogo deveria ter se lembrado do coirmão Vasco da Gama. Um clube que sofreu na segunda do ano passado.

O Vasco também trocou de técnico, passou por alguma reformulação dentro de campo e foi obrigado a conviver com turbulentos momentos em sua esfera política. O resultado foi uma volta complicada, apenas na terceira posição, e com direito à vaias na reta final da competição. Um script que o Botafogo não deveria repetir!

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