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São Paulo: dos grandes, és a incógnita

Mais modesto nas contratações do que no início de 2015, o São Paulo é o único dos grandes clubes paulistas que vai iniciar um trabalho nesta temporada sob a batuta de Edgardo Bauza.

Maurício Capela

14 de janeiro de 2016 | 16h37

O futebol paulista começa a ganhar corpo para temporada 2016. Além do desmanche sofrido pelo Corinthians, de nova rodada de contratações por parte do Palmeiras e da luta do Santos por Robinho, o São Paulo parece ser, dentre as equipes consideradas grandes, a grande dúvida da temporada.

Ao contrário do início de 2015, quando o Tricolor havia mantido o técnico Muricy Ramalho e contratado jogadores de renome para posições carentes, como o zagueiro Dória, o São Paulo versão 2016 desembarca cheio de senões.

Já não tem mais a figura ímpar de Rogério Ceni, e Luis Fabiano se mandou para China. Sem contar a chegada de um treinador estrangeiro, Edgardo Bauza, o que sempre gera expectativa por parte da comunidade futebol no País.

É bem verdade que o São Paulo trouxe Diego Lugano, que um dia já foi chamado de zagueiro do presidente. Vem para dominar a posição, colocar ordem na defesa e servir de referência aos mais novos.

Ainda que Lugano possa não apresentar o mesmo futebol do passado, ainda assim, pela falta de referências no elenco são-paulino, vale a tacada. Até porque era impossível ignorar a pressão das arquibancadas, evidente após o jogo de despedida de Rogério Ceni no ano passado.

No entanto, o possível sucesso do São Paulo vai passar justamente pelo coletivo e não por um ou outro talento individual. O Tricolor somente se sairá bem nas competições se os atletas comprarem a filosofia de Bauza. Uma filosofia que exige entrega dentro das quatro linhas, muita marcação, saídas rápidas de ataque e um goleador.

Sem Luis Fabiano, o São Paulo arrisca-se com Kieza. Perto dos 30 anos, o jogador terá, talvez, a sua maior oportunidade na carreira. É rápido, inteligente pelos lados do campo e tem faro de gol. Sabe fazê-lo.

Se colocarmos o estilo de jogo de Bauza em relação com a performance de Kieza, o São Paulo acertou, uma vez que movimentação é pré-requisito para o argentino no ataque. E Kieza cumpre.

Portanto, mesmo diante da reformulação corinthiana, do nababesco orçamento palmeirense e do esforço santista, o Paulista deste ano poderá fazer bem ao São Paulo. Diante de times tecnicamente mais fracos, mas com ritmo de competição, Bauza poderá tirar conclusões, ajustar e devolver ao são-paulino a esperança por títulos, algo que não sente desde 2012 com a Copa Sul-Americana.

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