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São Paulo e Corinthians, e o contrato no meio do caminho

Cláusula, que já foi proibida de estar presente em novos contratos mundo afora pela Fifa, tira do jogo um dos principais jogadores do campeonato brasileiro, Alexandro Pato, o que definitivamente é um erro.

Maurício Capela

31 de julho de 2015 | 19h50

O clássico entre Corinthians e São Paulo ainda tem lá quase uma semana de distância pela frente. Mas bastará o apito final do jogo das 18 horas e 30 minutos de domingo para que o confronto domine as atenções. E um ponto catalise o debate: Alexandre Pato e seu impedimento contratual.

Tudo bem, tudo bem, que há contrato e que tanto São Paulo como Corinthians assim o sacramentaram. E como todo acordo, com as tais firmas reconhecidas, com o preto no branco, se existe, é porque deseja-se o cumprimento. 

Mas, por um instante, coloquemos de lado o mundo das leis e dos cartórios. E analisemos o fato em si: por que Alexandre Pato ou outro jogador qualquer não pode jogar contra o clube, dono de seus direitos, se o mesmo decidiu não utilizá-lo?

A questão é filosófica na origem, mas demonstra claramente como a rivalidade, a disputa entre agremiações coloca em segundo plano aquilo que deveria ser o plano primeiro. Qual seja? O campeonato, no caso, o Campeonato Brasileiro.

As bolas da vez são Alexandre Pato, Corinthians e São Paulo, mas eles são somente exemplos, porque poderia ser qualquer jogador ou qualquer clube, já que esta era uma prática corriqueira. Era! Porque desde janeiro deste ano, a Fifa entrou em campo e passou a proibi-la. O que cá entre nós, foi um acerto!

O fato é que tirar um grande jogador do espetáculo é sempre um erro. Um equívoco, uma vez que reduz o interesse do público, diminui a relevância do vencedor e ameniza o fracasso do derrotado. Ou seja, não serve nem para o aspecto financeiro e nem para o técnico. Não serve para nada!

É claro que o Corinthians não vai abrir mão de exercer o seu direito contratual. Até porque seria impossível agir dessa forma, ainda que desejasse fazê-lo.

Porque bastaria que abrisse mão para que a oposição torcesse o nariz e o burburinho começasse a ferver nos bastidores. Ou seja, é praticamente impossível qualquer ato de nobreza nesse sentido.

Algo que também pegaria o São Paulo em cheio. E pelas mesmas razões, caso o São Paulo estivesse no papel corintiano.

Em outras palavras, o único prejudicado acaba sendo Alexandre Pato, além do torcedor que gosta de futebol. Porque hoje Pato está entre os três melhores jogadores do campeonato nacional e, certamente, o clássico ganharia com a sua presença.

Mas o contrato não deixa. Fazer o quê? Escalar o contrato? Não dá, né!

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