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São Paulo e Vasco, um encontro imprevisível.

Diante dos altos e baixos do São Paulo no que diz respeito a resultados, o Vasco, que apresenta melhora consistente no padrão de jogo, ainda não é favorito, mas já pode chutar para escanteio a condição de azarão.

Maurício Capela

22 de setembro de 2015 | 15h14

Algumas horas, apenas algumas, até que a Copa do Brasil dê seu pontapé inicial em direção às quartas-de-final. E entre os oitos que lá brigam pelo título e por uma vaga na Copa Libertadores de América de 2016, há sempre um confronto que desperta maior atenção. Mas qual?

Quem apostou no embate entre Palmeiras e Internacional, errou! Pelo menos para este blog. Ainda que a lógica mande dizer que sim… Afinal, são dois times com alta qualidade técnica, bons treinadores e donos de bom desempenho no Campeonato Brasileiro deste ano.

No entanto, em mata-mata o componente emocional faz diferença. E muita! E levando isso em conta, há um jogo em que o passado e o presente vão se cumprimentar. Falo de Vasco da Gama e São Paulo.

Além de já terem decidido o Campeonato Brasileiro de 1989, vencido pelos cariocas, o jogo coloca frente a frente a ressurreição vascaína no Nacional deste ano e as convicções técnicas do treinador colombiano Juan Carlos Osorio.

Com clareza naquilo que pensa sobre futebol, Osorio arrisca, tenta e acossa seu plantel. Sempre com o objetivo de colocar o São Paulo em posição ofensiva na partida, usando jogadores em várias funções ao longo dos 90 minutos, ou seja, tirando todos da zona de conforto. Louvável! Mas como tudo no futebol às vezes funciona, outras nem tanto.

Já no Vasco, a história é outra. O time mudou, para melhor, seu padrão de jogo com Jorginho. Tem jogadores mais talentosos hoje à disposição. Voltou a fazer gols, a ganhar jogos e já soma 10 pontos nas últimas quatro partidas do Brasileiro deste ano. Um feito!

Um feito que já mexe com a cabeça do torcedor. O Vasco, apesar de entrar em campo na condição de franco atirador neste duelo, e muito provavelmente poupando alguns de seus jogadores, está mudado. O ambiente mudou!

Portanto, os já sempre movimentados encontros entre paulistas e fluminenses em partidas de futebol terão novo capítulo a partir desta quarta-feira. De um lado, um São Paulo claudicante, cheio de altos e baixos e no canto oposto um clube que procura afirmar para si mesmo que o slogan “eu resolvi acreditar” é muito maior que uma simples peça de marketing. É algo, de fato, representativo.

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