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São Paulo, o time que não encaixa!

Repleto de bons jogadores, com direito até jogador na Seleção Brasileira, o time do Morumbi não consegue deslanchar no campeonato e dá força para a mais óbvia explicação do mundo da bola: o time simplesmente não encaixa.

Maurício Capela

28 de agosto de 2017 | 16h12

Os clichês estão todos aí. E fazem parte do vocabulário de nove entre dez torcedores. Quem nunca ouviu a máxima, “o time domina, mas não mata” ou “teve a chance de matar o adversário e desperdiçou” ou ainda “tem um monte de bons jogadores, mas o time não anda”.

De uns tempos para cá, tem sido assim a vida do torcedor do São Paulo. Um clube que tem arregimentado tanto apoio neste Campeonato Brasileiro, que literalmente tem arrastado bom público até em treinamento. No último sábado, por exemplo, perto de 18 mil torcedores doaram um quilo de alimento não-perecível para dar aquele incentivo ao Tricolor.

Um apoio que veio em boa hora. Veio, porque o São Paulo, dentro de sua proposta defensiva e logicamente de contra-ataque, poderia ter saído com um resultado melhor no clássico diante do Palmeiras. E evidente que nessa análise não há como deixar para escanteio o “se”…

Por exemplo, se o atacante Marcos Guilherme tivesse tido um pouquinho de zelo no passe final, talvez a história do jogo fosse outra. Talvez, é o máximo que há para dizer em um cenário como esse.

Mas “se” e “talvez” à parte, o fato é que o São Paulo virou um time incompreensível. Uma rápida passada d’olhos na escalação do time do Morumbi, logo desperta a óbvia pergunta: mas com tantos jogadores de renome como explicar esse momento?

Qualquer clube da Série A do Brasileiro gostaria de ter, entre os seus, um zagueiro do nível de Rodrigo Caio, um meia como Petros ou Hernanes, um atacante como Cueva (no seu melhor momento, claro), Lucas Pratto, Marcos Guilherme. Sem contar os jogadores da base, como Lucas Fernandes.

Além disso, o time ainda tem no banco de reservas um treinador do nível de Dorival Junior. Ou seja, há algo no São Paulo que futebolisticamente provoca dificuldade no entendimento desse delicado momento.

O fato é que a matemática ignora sumariamente qualquer vertente filosófica. E, neste momento, é cruel com o São Paulo. O time precisa somar ainda 21 pontos, dos 45 em disputa, para chegar aos desejados 44 pontos, um patamar que poderia, em tese, fazê-lo ficar na Série A em 2018.

Ou seja, o São Paulo precisa de 50% dos pontos em disputa. Algo que para um time de renome, como o do elenco do Morumbi, seria nada difícil. Só o é, porque aparentemente a explicação mais básica é a que mais faz sentido. Apesar dos bons valores, o Tricolor tem um time que não encaixa, e isso qualquer torcedor atesta com alguma facilidade.

 

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