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São Paulo, os números mentem?

Mesmo com três vitórias consecutivas, sendo duas delas por 3 a 0, uma classificação conseguida e outra bem encaminhada, o futebol apresentado pelo São Paulo ainda está longe do aceitável para um time repleto de talentos individuais.

Maurício Capela

16 de abril de 2015 | 17h02

Tinha tudo para ser um começo de temporada de sucesso. Treinador mantido, contratações cirúrgicas para já um elenco de nível alto, principalmente para os padrões do atual futebol brasileiro. Mas os primeiros meses de 2015 viraram um tormento para o São Paulo.

Além de resultados ruins e da saída do técnico Muricy Ramalho, o que faz o torcedor tricolor ficar de orelha em pé é o futebol apresentado. Longe do ideal! Longe do que individualmente o atual elenco do São Paulo poderia produzir coletivamente!

Resultados? Eis um jeito controverso de ver o mundo da bola. Porque se observar à distância, sem se preocupar com o que foi apresentando nesses três jogos sob o comando de Milton Cruz, o São Paulo é um sucesso. Foram três jogos, três vitórias, duas delas por um placar de 3 a 0, uma classificação e outra bem encaminhada.

Mas o futebol vai além dos números, ainda que eles ajudem a mostrar os rumos de um projeto de trabalho. Milton Cruz, que já declarou não ter o menor interesse em seguir como treinador de futebol, sabe que o padrão de jogo precisa evoluir já para domingo próximo, quando o clube enfrentará o Santos pelas semifinais do Campeonato Paulista.

A repetição de apresentações como contra o Red Bull Brasil e San Lorenzo colocam o São Paulo como zebra no confronto diante do Santos. Além de estar apresentando um melhor futebol, o Santos hoje é mais time no aspecto coletivo do que o Tricolor.

Ao São Paulo, apesar da aparente calma que os dirigentes procuram demonstrar, seria necessário celeridade na escolha e contratação de um novo treinador. Primeiro, porque o atual manifesta-se como interino. E depois, porque seria extremamente arriscado iniciar o Campeonato Brasileiro sem que uma nova filosofia de trabalho tivesse tido a chance de ser implementada com alguma antecedência. 2013 ainda vive na memória tricolor!

 

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