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Sem surpresas, Campeonato Paulista entra na reta final

A duas rodadas do fim da primeira fase, principal campeonato estadual do País reforça que a união entre recursos financeiros e gestão compõe a fórmula ideal para se fazer um bom papel em uma competição.

Maurício Capela

30 de março de 2015 | 15h12

Duas rodadas… Eis o número que separa o fim da primeira fase do Campeonato Paulista de sua etapa mata-mata. E olhando para atual tabela de classificação da principal competição estadual do País, não há surpresas.

Além de Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras já estarem assegurados nas quartas-de-final, os clubes menores que deverão disputar a condição de desembarcar em uma semifinal também estão longe da palavra “novidade”.

Com os números de hoje, o São Paulo teria pela frente o Red Bull Brasil, ao passo que o Corinthians encararia a Ponte Preta. Já o Palmeiras mediria forças com o Botafogo de Ribeirão Preto e o Santos pegaria o Penapolense.

Sem descontar o absurdo dessa fórmula de disputa, que alija alguns clubes com desempenho melhor de estarem na fase de mata-mata, o fato é que apenas o Penapolense pode ser considerado uma novidade. Uma agradável surpresa! Porque o cenário restante é bem compreensível.

Quer um exemplo? A Ponte Preta!

Mesmo não tendo o rótulo de “time grande”, hoje, a Ponte Preta pode ostentar um selo de “time médio-grande”, uma vez que além de possuir uma torcida apaixonada, o clube de Campinas está na Série A do Brasileiro, o que lhe dá não só recursos financeiros maiores, mas principalmente status e visibilidade.

No que diz respeito ao Botafogo e ao Red Bull, a história é um pouco diferente, mas também é simples de entender o tal do bom desempenho.

Tem um bom tempo já que o time de Ribeirão Preto se organizou. Além de brigar palmo a palmo pelo título do chamado “Campeonato Paulista do Interior”, o Botafogo anda em um momento tão favorável, que em janeiro deste ano esteve na finalíssima da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Ou seja, sua presença no mata-mata é até esperada.

Já o Red Bull é àquela equipe, cujo trabalho pode até espantar pela rapidez no alcance das metas, mas não nos objetivos em si. Clube no formato empresa, com direito a orçamento e fiscalização, o time hoje sediado em Campinas desembarcou pela primeira vez na primeira divisão do Paulista. E já olha de frente as quartas-de-final.

Vice-campeão da série A-2 em 2014, o clube manteve o treinador, contratou alguns jogadores experientes e os resultados surgiram. Mas o mais emblemático nessa campanha é que o desembarque nas quartas-de-final poderá dar ao Red Bull a chance de disputar a Série D do Brasileiro, colocando o clube na trilha da primeira divisão nacional. Um feito!

Na zona do rebaixamento, também não há novidade nos envolvidos. O Marília já foi e o Bragantino está quase lá. Para as outras duas vagas, há pelo menos seis candidatos. E desses quem chama mais a atenção é a Portuguesa

Chama, mas já não desperta tanta comoção assim. Com sucessivas quedas no Estadual e no Nacional, a Portuguesa parece ter gostado de fazer tabelinha com o rebaixamento. Só que desta vez o resultado dessa troca de passes poderá ser fatal ao clube que uma vez já foi chamado de grande no cenário brasileiro.

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