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Sob nova administração, a de Tite.

Convocação dos 23 jogadores que retomarão o duro trabalho de recolocar o Brasil na disputa por uma vaga à Copa do Mundo da Rússia marca o primeiro ato da era Tite.

Maurício Capela

22 de agosto de 2016 | 15h03

22 de agosto de 2016. Pelo calendário gregoriano, eis o pontapé oficial da Era Tite na Seleção Brasileira. E o primeiro ato já se consumou: a lista dos 23 jogadores responsáveis por defender a Seleção nos próximos dois jogos válidos pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia.

O segundo ato também já está a caminho. E tem data. 01 de Setembro de 2016, quando Tite vai estrear no banco de reservas. Uma estreia das mais indigestas. Afinal, pela frente, o novo técnico do Brasil terá um dos líderes das Eliminatórias, o Equador. 

Contudo, antes dos equatorianos, cabe a pergunta. Tite acertou nos 23 nomes escolhidos?

Como acontece em toda convocação, há questionamentos, reparos quanto a um nome ali e outro acolá. Para este blog, por exemplo, Tite poderia ter convocado o goleiro Diego Alves, atual arqueiro do Valencia. Já não é de hoje que o titular deste time espanhol tem se mostrado apto ao desafio de envergar a camisa da Seleção.

A convocação do meia Paulinho e do atacante Taison também chama a atenção. O primeiro anda em boa fase no futebol chinês, mas convenhamos, a China ainda não é parâmetro para avaliar se um jogador anda bem ou anda mal tecnicamente. Já Taison tem oscilado bastante ao longo de sua carreira. A Taison, há todo o fardo da desconfiança, ainda que esteja em boa fase por lá.

Mas, no geral, Tite acaba por acertar no atacado. O que vai lhe diferenciar dos treinadores anteriores, portanto, será o trabalho tático-técnico. E Tite, olhando pelo prisma do Corinthians, precisa de tempo para implantar e fazer com que o grupo assimile seu pensamento de futebol.

Contudo, tempo é um artigo raro no Brasil. Mesmo quando a situação é calma, tempo não costuma estar na mesma frase de Seleção Brasileira. Imagine, então, neste cenário: 6a. colocada nas Eliminatórias e hoje fora do Mundial da Rússia.

Em outras palavras, a Era Tite não terá tempo. Precisará rapidamente demonstrar resultados dentro de campo e, nesse sentido, a convocação de sete medalhistas olímpicos foi um acerto. Primeiro, porque essa molecada é boa de bola. E depois porque algum entrosamento, mínimo que seja, ajudará Tite nesta tarefa difícil, enigmática, cheia de caminhos tortuosos que será recolocar o Brasil em condição de alta competitividade.

Tite sabe disso. A comissão técnica tem ciência sobre. Enfim, de um jeito ou de outro, todos sabem que o desafio à frente será gigantesco.

Trocando em miúdos, a medalha de Ouro somente servirá de refresco e nada mais. Um bom refresco, que silenciará vozes dissonantes, as mesmas que acertadamente apontam que essa Alemanha não se pode levar em consideração. Mas esse silêncio tem data de validade. E pelo calendário gregoriano, o silêncio para o bem ou para mal será rompido em 01 de setembro próximo.

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