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Suárez, o injustiçado!

Autor dos três gols da vitória do Barcelona sobre o Guangzhou, da China, no Mundial de Clubes da Fifa, o jogador ficou de fora da "Bola de Ouro", quando, pelo ano, deveria estar junto a Lionel Messi e Neymar na disputa.

Maurício Capela

17 de dezembro de 2015 | 13h25

O prêmio “Bola de Ouro” da Fifa colocou lado a lado o brasileiro Neymar, o português Cristiano Ronaldo e o favorito, o argentino Lionel Messi. E como somente três jogadores podem disputar palmo a palmo o troféu, um uruguaio ficou de fora. E ficou de fora de maneira injusta: Luís Suárez.

Decisivo, veloz e goleador, Suárez desde que se juntou a trupe do Barcelona requintou ainda mais seu futebol, que já era de alto nível no Liverpool. E acaso se observe, com atenção, os últimos 12 meses, ou seja, 2015, o uruguaio deveria estar entre os três finalistas do prêmio de melhor do mundo; e no lugar de Cristiano, cuja temporada esteve longe de seu nível habitual.

No Mundial de Clubes da Fifa, Suárez novamente deu mostras de que seu futebol anda perto de seus companheiros de clube. Sem se incomodar se o adversário vinha da China ou de Madrid, o uruguaio anotou três gols e colocou o Barcelona na final do torneio diante dos argentinos do River Plate. Aliás, final normal… Normalíssima!

Mesmo chutando para o lado o desempenho de Suárez na partida frente o Guangzhou da China, o fato é que os números do uruguaio no Barcelona têm sido excelentes. Já são 66 jogos e 47 gols.

Mas a importância de Suárez transcende o Barcelona. E desembarca também na Seleção do Uruguai. Marcado por polêmicas com a camisa da Seleção, como a mordida no jogo frente a Itália no Mundial de 2014 ou mesmo a bola tirada com a mão na Copa de 2010, o fato é que Suárez tem escrito seu nome junto aos seus.

Por exemplo… Com os três gols diante dos chineses, o uruguaio passou a ser o primeiro jogador de seu país a fazer um gol no Mundial de Clubes da Fifa desde 2000, quando essa competição passou a receber a chancela “Fifa”. Um feito!

Em outras palavras, pelo desempenho dentro de campo com o Barcelona, pela representatividade no Uruguai e pela maneira como se encaixou junto a Neymar e Messi, Suárez deveria estar ali disputando chuteira a chuteira o prêmio de melhor do mundo, ainda que o favoritismo, de fato, recaia sobre Messi e o posto de inflexão em direção a Neymar.

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