As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Time sem Guerrero!

Guerrero tem contrato com o Corinthians até julho de 2015 e até lá o que deveria ser observado é se o jogador manterá ou não o excelente nível dos últimos três anos, porque o resto se resume a oferta e contraoferta.

Maurício Capela

29 de janeiro de 2015 | 16h12

A cantoria já foi um sucesso… Esteve entre as mais pedidas nos estádios de futebol do Brasil. Só que hoje anda meio fora de moda. Foi aposentada, mas um dia o “… time de guerreiros…” traduziu o sentimento que todo torcedor tinha para com seus jogadores: o de luta, raça e vontade no gramado.

No Corinthians, então, onde a entrega no jogo é, foi e sempre será valorizada por sua torcida, o significado dessa cantoria agradava, mesmo quando a “massa” não entoava.

Só que no Timão o canto ganhou outro significado. Desde que o atacante peruano Paolo Guerrero passou a vestir a sua camisa, lá em 2012, que o corintiano desenvolveu seu próprio jeito de admirar o futebol desse atacante.

Contribuiu para essa mútua identificação o gol marcado por Guerrero na final do Mundial de Clubes da Fifa, também em 2012, contra o Chelsea. Além do tento ter dado o título ao Timão, o gol foi o único do jogo, o que aproximou ainda mais Guerrero da fiel torcida.

Agora, o atacante está quase sem contrato. Faltam alguns meses, é verdade, mas é puro protocolo, porque segundo a legislação, na prática, o jogador do Timão está livre para assinar um pré-contrato com quem quer que seja. Algo que não agrada o corintiano.

Mas é preciso colocar os pingos nos “is”. Guerrero é jogador de futebol profissional e dos bons. Contribuiu dentro de campo com o Timão e também se valorizou, é fato, mas não se pode esquecer que a profissão de Guerrero é o de jogador de futebol. E ele como qualquer profissional, às portas de renovar contrato, tem o sacro direito de pedir o que acha conveniente ao clube.

O Corinthians, hoje, está longe do nível financeiro que o atacante peruano conheceu em 2012. E é justamente aí que mora o entrave, apesar de o Timão não estar só nessa. Afinal, o futebol brasileiro como um todo não é mais o mesmo daquela época.

Então, naturalmente, Guerrero, que vive afirmando que não jogaria por outro clube no País, teria dificuldades em encontrar uma proposta que o atenda no Brasil. Se não renovar com o Corinthians, pelo jeito, Guerrero deverá desembarcar em algum canto da Europa mesmo.

Mas ainda que assinasse com outro time brasileiro, mesmo assim a gritaria atual não se justifica. Gritaria que agora se apóia nas declarações recentes do jogador a uma rádio espanhola de que seu desejo seria retornar à Europa.

Bom e daí? Se o jogador, que tem contrato a cumprir até 15 de julho de 2015 com o Corinthians, resolver ao final do compromisso arrumar as malas, qual seria o problema? Em tese e de fato, nenhum!

Guerrero somente deveria ser alvo de patrulha, caso deixe de atuar no nível em que a torcida está acostumado a vê-lo, ou seja, fazendo gols e sendo decisivo, até o fim de seu contrato. Qualquer coisa diferente disso não encontra lá muito eco nos dias de hoje em que o futebol virou uma atividade profissional bem remunerada em boa parte do mundo.

Mas é  claro também que não caiu bem ao jogador usar as demais contratações feitas pelo Timão ao longo dos últimos anos como justificativa para o impasse. Guerrero deveria preocupar-se única e exclusivamente em manter o mesmo alto nível, que demonstrou nos últimos três anos, em 2015. E deixar o resto para seus representantes.

Até porque, a julgar pelos amistosos do Corinthians, o jogador demonstrou claramente que a peteca não vai cair somente porque não houve ainda a renovação. Traduzindo, Guerrero continuará sendo, pelo menos até julho deste ano, fundamental nesse “… time de guerreiros… ” de Tite.

Tudo o que sabemos sobre:

ChelseaCorinthiansGuerrero

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.