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Tite será o grande vitorioso na ida de Gabriel Jesus para Inglaterra

Uma vez fechado o negócio com o Manchester City, o atacante certamente vai crescer sob o comando de Pep Guardiola e, amadurecido, poderá vestir com propriedade a camisa 9 da Seleção Brasileira que, desde Ronaldo, está vaga.

Maurício Capela

21 de julho de 2016 | 15h38

Gabriel Jesus, depois de Neymar, é a principal revelação do futebol brasileiro. Rápido, como boa parte dos garotos de 19 anos, e letal, como os experientes e principais atacantes do mundo, o camisa 9 da Seleção Olímpica do Brasil aponta os olhos em direção à Inglaterra. Precisamente: Manchester.

Ainda que não siga imediatamente para o país, que acabou de dizer “bye” para Europa, o fato é que a aproximação de Gabriel Jesus e Pep Guardiola, o atual treinador do Manchester City, vai beneficiar diretamente a Seleção Brasileira. E não é a de base, é a principal.

Perto de um dos maiores treinadores do mundo, Gabriel Jesus terá tudo para se definir como brilhante jogador que insinua ser. Além disso, um pé no exterior vai amadurecê-lo, de maneira mais rápida, como pessoa.

Aliás, nada contra o atual treinador do Palmeiras, Cuca, que, inclusive, poderia ser técnico do Brasil tranquilamente, uma vez que reúne conhecimento tático e técnico, experiência, títulos e visão de jogo internacional para tal. Se fosse Cuca o escolhido, e não Tite, ainda assim o Brasil estaria bem servido no banco de reservas. Que fique claro.

Mas não há como negar que um encontro entre Guardiola e Jesus aceleraria a capacidade de jogar futebol do garoto. Basta ver o que aconteceu com Douglas Costa, que nem parece o jogador que perambulou pela Ucrânia e tampouco a jovem promessa do Grêmio.

Além disso, Gabriel fatalmente sentiria a dimensão do que é enfrentar equipes, que na prática são verdadeiras seleções. Pegar um Barcelona de Messi e Iniesta, como tantas vezes o City encarou pela frente em uma Liga dos Campeões é algo valioso demais. E que conta para o desenvolvimento do garoto.

No entanto, há o outro lado da moeda. Gabriel Jesus tem apenas 19 anos, subiu este ano para o profissional do Palmeiras, sequer completou um Campeonato Brasileiro e tampouco sabe o que significa uma Libertadores. E isso pesa…

 

Mas se Gabriel mantiver os pés no chão, concentrar-se no futebol, definir melhor a capacidade de atacante letal que demonstra ser e amadurecer como pessoa, a jovem promessa vai virar realidade. E beneficiar a Seleção Brasileira.

Em outras palavras, Tite, o atual treinador, poderá se sentir como se tivesse ganho na loteria. Porque uma vez percorrido o caminho nesses dois anos, o Brasil finalmente, desde Ronaldo em 2006, chegará a uma Copa do Mundo com um legítimo camisa 9, colocando um ponto final em improvisações no setor e em soluções mirabolantes.

Trocando em miúdos, Gabriel Jesus não será o salvador. Mas tem tudo para fazer parte do projeto de salvação do futebol verde-amarelo.

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