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Trio de Ferro de técnicos na Libertadores

Palmeiras, agora, com Cuca, São Paulo com Bauza e Corinthians com Tite dão ao futebol paulista o status de "senhor Libertadores", uma vez que todos já venceram a competição em um passado recente.

Maurício Capela

15 de março de 2016 | 15h49

Há um novo Trio de Ferro no futebol paulista. E não, não se trata exatamente de São Paulo, Palmeiras e Corinthians. Mas sim de Cuca, Tite e Edgardo Bauza. Cada qual com seu estilo, mas todos campeões da Libertadores de América, torneio que povoa o imaginário de tricolores, corinthianos e palmeirenses.

De todos ali, Cuca talvez tenha a menor dose de responsabilidade. Chegou agora ao Palmeiras e ainda precisa tomar pé do cenário e da situação. Entender, por exemplo, como um time que contrata quase 40 atletas não consegue produzir futebol regularmente de nível.

Cuca, aliás, é um capítulo à parte nessa história. Estudioso e praticante de um futebol solidário, ou seja, bola de pé em pé, com triangulação e poderio ofensivo vai precisar encontrar em meio a tanta gente um meia capaz de dar alguma razão de ser a este meio de campo palmeirense.

Já Bauza ainda não se ajustou ao São Paulo. E o São Paulo aparentemente também não. Argentino, estudioso da mesma forma e ciente de que defender bem resolve boa parte dos problemas no gramado, Bauza enfrenta um deserto de qualidade técnica em meio aos seus. Reforços? Nem pensar! Os tempos são bicudos no Morumbi e o treinador argentino precisará de apoio para dar cara ao time.

Tite, por outro lado, está no meio do caminho da reconstrução. Ainda busca um time titular para chamar de seu e sabe que vencer a Libertadores neste ano será muito difícil. O elenco é bom, até, mas há claramente a necessidade de um novo rearranjo no meio de campo, peça principal nesse esquema de quatro meias.

De todos os brasileiros que lá estão, portanto, talvez o mais preparado seja o Atlético Mineiro. Perdeu pouca gente, reforçou-se e tem na figura de Diego Aguirre um treinador que também já sentiu de perto o cheiro de ser campeão, com o Peñarol em 2011, quando foi derrotado pelo Santos de Neymar Júnior.

 

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