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Um começo diferente para Flamengo e Corinthians

O atual campeão brasileiro, o Corinthians, e o time de maior torcida do Brasil, o Flamengo, contrataram, se estruturaram e planejaram para uma disputa na parte alta da tabela, o que até agora não há sinal algum de que se concretize.

Maurício Capela

25 de maio de 2016 | 14h45

Duas rodadas e já há quem olhe torto para a tabela de classificação. Nas últimas posições, além da colocação, o que mais incomoda algumas grandes forças do futebol brasileiro é o fraco desempenho até aqui demonstrado em campo. E quem ilustra bem o diálogo entre expectativa e realidade, neste momento, responde pela alcunha de Corinthians, Flamengo, Cruzeiro e Sport.

Desse seleto pelotão, o atual campeão brasileiro, claro, o Corinthians, chama a atenção. Depois de perder meia dúzia de atletas no fim do ano passado, mas mesmo assim manter o bom ritmo na competição estadual, o clube de Tite não consegue repetir a bola do Paulista e expõe rodada a rodada a distância entre quem chegou para substituir quem saiu.

No Flamengo, a história é um pouco diferente. O time já não demonstrou força alguma na competição regional e desembarca no Brasileiro, mesmo com a expectativa lá no alto, com um rosário de problemas. Além das questões de saúde do técnico Muricy Ramalho, o Flamengo não engrena em campo.

O Cruzeiro faz um pouco a linha do Flamengo. Não fez boa campanha no Estadual, trocou de treinador ao fim do trabalho e agora aposta no português Paulo Bento, um técnico de gabarito no futebol internacional, mas que vai sofrer com a falta de conhecimento em relação aos jogadores que atuam no País e o estilo de jogo aqui praticado.

O Sport, talvez, seja o que deveria mais levantar as sobrancelhas. Tem capacidade menor de investimento em relação, por exemplo, aos três acima citados. E acaso chegue numa reta decisiva, precisando de vitórias e vitórias, poderá se ressentir desta diferença financeira.

Contudo, muito embora o campeonato esteja somente na segunda rodada, indo para a terceira, o fato é que os clubes aprenderam a sistemática dos pontos corridos. E naturalmente sabem que a derrota para um tipo de adversário é aceitável, mediante combinação entre condições da partida e campo de jogo.

Portanto, faz todo sentido esses times praticarem com afinco a análise acima e ligarem a luz amarela já na segunda rodada.  Caso contrário, depois, só vai restar torcer e nada mais.

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