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Uma agenda para o futebol

O sucesso da eleição marcada para 26 de fevereiro de 2016 passa necessariamente pela adoção das medidas já anunciadas, mas principalmente pela adoção de um padrão contemporâneo por parte da entidade.

Maurício Capela

21 de julho de 2015 | 15h17

O brasileiro Zico, o francês Michel Platini e o argentino Diego Maradona são velhos conhecidos dos gramados. Craques, campeões e ídolos, os três sabem que a eleição para a presidência da Fifa será crucial para o destino do futebol mundo afora. Um novo pleito foi marcado para 26 de fevereiro de 2016.

Mas não adianta remarcar a eleição se não houver agenda. E tampouco resolve colocar em prática as medidas já anunciadas, como limite para reeleição e adoção de práticas corretas de transparência, e não se abrir para a contemporaneidade do momento.

Em outras palavras, a agenda é maior do que as medidas já anunciadas. É maior porque é preciso compreender que o futebol demanda tecnologia aplicada em campo e que o desenvolvimento do esporte precisa ser global, jamais regional. Além disso, será mandatório tocar na questão a respeito dos investimentos vultosos feitos em clubes específicos, desestabilizando a necessária competitividade que todo esporte demanda.

Portanto, de fato, contemporaneidade talvez resuma o desafio do próximo presidente da entidade máxima do futebol! Resume, mas não encerra.

O debate de ideias, claro, ainda não ganhou as ruas. Mas logo ganhará… E a princípio tanto Zico, postulante já declarado ao cargo, como Platini, que ainda não verbalizou seu desejo, e Maradona, que ainda vive no campo da especulação, deveriam desde já dar publicidade a alguma agenda, porque o desafio que se avizinha será enorme.

Será tão grande, que talvez ultrapasse os limites de um presidente. Trocando em miúdos, talvez fosse mais proveitoso constituir uma junta, que pudesse contar com os craques citados acima e gente competente das mais diversas áreas, como marketing e finanças, com o objetivo claro de reestabelecer os valores do esporte.

Mesmo porque a questão já não é mais a Fifa. A questão é a recuperação do futebol e de suas crenças.

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