70 anos de Rivelino, o eterno ‘Garoto do Parque’
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70 anos de Rivelino, o eterno ‘Garoto do Parque’

Luiz Zanin Oricchio

05 de janeiro de 2016 | 16h33

Riva

Roberto Rivelino (ou Rivellino, com dois lls?) está fazendo 70 anos. Como o tempo passa, leitor, se me perdoa a banalidade.

Parece que foi ontem mesmo que acompanhava a carreira do jogador brilhante do Corinthians e que os narradores (Fiori Gigliotti em especial) chamavam de “O Garoto do Parque”. O Parque, vocês sabem, era o Parque São Jorge, no tempo em que o Corinthians era um time de sofredores e atravessava longos períodos sem ganhar nada. Num desses períodos de seca apareceu o garotão bom de bola, de dribles desconcertantes, como o famoso elástico, e um chute de canhota indefensável. Acho que foram os mexicanos que o apelidaram de “la Patada Atômica”.

Pois foi no México, na Copa de 1970, que o mundo viu o talento de Roberto Rivelino, jogando ao lado de Jairzinho, Clodoaldo, Gérson, Tostão, Pelé… Que tempos! O Brasil ganhou aquela Copa com talvez a melhor seleção de futebol de sempre, e na qual Rivelino, então um jovem boleiro, era artista de primeira grandeza. Para mim, aquela foi a Copa das Copas e aqueles que a conquistaram viraram deuses permanentes no nosso panteão de ídolos futebolísticos.

Sorte tiveram aquelas gerações que puderam acompanhar de perto Riva e outros craques, que faziam carreira inteira por aqui, e tornavam-se íntimos dos torcedores, ano após ano. Rivelino passou muito tempo no Corinthians e só saiu porque pressionado pela falta de títulos. Foi então para o Fluminense, para sorte da torcida tricolor.

Sempre tive grande admiração por Rivelino e só vim a conhecê-lo pessoalmente num dia triste – 0 dos 7 a 1 para a Alemanha, quando fui convidado a participar do Programa Cartão Verde, do chapa Vladir Lemos, que o comanda na TV Cultura com humor e brilho até hoje. Adorei conhecer o Riva, sua simplicidade, seu senso de ironia e inteligência. Rimos e brincamos, apesar da trágica desclassificação, e aquele programa ficará na minha memória.

Longa vida, Rivelino, e muito obrigado por tudo que você fez pelo futebol brasileiro.

Você foi grande num tempo em que aqui se jogava bola de verdade.

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