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A volta de Dorival

Luiz Zanin Oricchio

10 de julho de 2015 | 19h09

 

Dorival Jr. voltou ao Santos com a missão de tirar o time da zona de rebaixamento e restituir-lhe a confiança. Uma coisa tem a ver com a outra.

Sei bem, e concordo com colegas, que muitas vezes (a maioria delas) a troca de treinador serve apenas para dar satisfações à torcida enfurecida por maus resultados. Em geral, não funciona, porque é o clássico caso de eleger um bode expiatório e atirá-lo à turba.

No caso do Santos, no entanto, acho que não havia outro jeito. Ficou claro quando o time abateu-se por completo ao tomar o primeiro gol do Goiás. A partir de então, houve um “apagão” semelhante àquele da seleção brasileira diante da Alemanha. O Santos só não tomou de 7 a 1 porque os goianos (mais que os alemães) tiraram o pé. Estava entregue, sem esboçar reação. Ficou mais barato: “só” 4 a 1.

Ora, perder é uma coisa, digamos assim, “normal”. Ainda mais para um time ruim como é o do Santos. Agora, entregar-se em campo, atarantado, com os jogadores visivelmente rezando para o tempo acabar … bem isso é inaceitável. Prova de que o moral da tropa está lá embaixo e o comando não está funcionando.

De modo que a chegada de Dorival já deve produzir algum efeito, o clássico choque do novo comandante. E é bom que produza logo. O Santos está três pontos abaixo do primeiro time fora da zona de degola – o Internacional. Mais uma derrota em casa e se afunda ainda mais. Quando se está com água pelo pescoço, o desespero ajuda a ir para baixo.

Desse modo, Dorival precisa tirar coelhos da cartola já no primeiro jogo, contra o Figueirense, na Vila.

O que será esta sua segunda passagem pelo Peixe? Uma operação de salvamento. Bem diferente daquela de 2010, quando montou o mais interessante time brasileiro dos últimos anos. Time que jogava no ataque, de forma quase alucinada, cheio de arte e brilho, encantando o Brasil, e não apenas os torcedores do Santos. E só não encantou o mundo porque o mundo não se encanta mais com o futebol brasileiro. Observa os clubes, identifica os melhores jogadores e os compra no nascedouro. Simples assim.

De qualquer forma, nessa segunda passagem de Dorival não há nenhum Neymar ou Ganso à vista.É bom que ele saiba disso.

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