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Adeus, Alemanha

Luiz Zanin Oricchio

28 de junho de 2012 | 18h01

Quem esperava um tira-teima entre Espanha e Alemanha vai ter de esperar outra ocasião. Os alemães caíram por 1 a 2 diante da seleção italiana na Eurocopa. Dois gols de Balotelli, o garoto negro adotado por sicilianos, que mostrou porque é um xodó dos italianos. Com um gol de cabeça e outro, um tiraço de pé direito, levou a Itália para a final contra a Espanha.

Vai ser um jogo interessante. A Itália, que vem modificando seu jeito retranqueiro de ser, mas ainda marca muito bem, contra a Espanha e seu futebol de posse de bola. “Futebol tico-tico”, como batizou meu amigo Antero Greco.

Eu também não simpatizo muito com o futebol espanhol. Muita bola prá cá, muita bola prá lá, sem grande objetividade. Acaba sendo monótono de ver, apesar de poder se admirar o excelente controle de bola que eles têm.

Mas futebol, para mim, é outra coisa. Exige mais verticalidade, mais risco, mais jogadas inesperadas. Pensando agora: a Espanha é o ápice do “futebol de prosa” que Pasolini definia como o futebol europeu por excelência. O sul-americano, e brasileiro em particular, ele chamava de futebol de poesia. Mas esta é outra história.

Importa é que, nesta final, veremos dois estilos bem diferentes. Europeus ambos, mas diferentes entre si. Isso é que dá sabor ao futebol, um esporte que tende a se homogeneizar, com todo mundo jogando igual.

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