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Brasil faz a lição de casa diante da Venezuela

Luiz Zanin Oricchio

14 de outubro de 2015 | 18h53

O gol de Willian com menos de um minuto tornou tudo mais fácil.

Mas não se deu por acaso. A bola foi recuperada por Luis Gustavo na intermediária adversária, o que permitiu o contra-ataque fulminante e o belo arremate de Willian.

No entanto, a Venezuela ainda pressionou. Rondou a área brasileira, mas não chegou a ameaçar o gol de Alisson. Esteve por perto, como a dizer que não havia perdido a esperança de ganhar pelo menos um ponto nesse jogo. É time fraco.

O placar final reflete a superioridade do Brasil. Quando no segundo tempo a Venezuela fez seu gol e chegou a pressionar de novo pelo empate, Ricardo Oliveira, aproveitando falha do zagueiro, definiu os 3 a 1. Foi oportunista e cabeceou para dentro.

O que dizer? Vimos alguma maravilha? Nada disso. Mas é claro que o Brasil melhorou em relação à partida em Santiago. Teve mais atitude, foi um pouco mais compacto e o segundo gol foi bastante bonito, porque baseado em troca de passes, antiga característica nossa. Felipe Luis avançou, Oscar fez o corta-luz e Willian, de novo, mandou para a rede. Foi a jogada mais trabalhada da partida.

No entanto, esse time ainda não convence. Quem consegue cravar que jogará bem diante da Argentina em novembro? Mesmo contra essa Argentina que não sabe se contará com Messi e anda mal das pernas – ganhou apenas um ponto em dois jogos. Como se sabe, diante do Brasil, e em Buenos Aires, ela se agiganta.

Claro que a Globo não diz isso, afinal é o Diário Oficial da CBF. Mas a indiferença diante da seleção permanece e parece óbvia a quem tem olhos para ver e ouvidos para escutar. Mesmo no Ceará, o estádio não lotou. 38 mil pagantes para uma capacidade de 60 mil pessoas. É pouco. No meu bairro, não vi qualquer reação quando o Brasil marcava seus gols. A mais absoluta indiferença. Talvez as pessoas vissem na televisão. Afinal, a partida passava na Globo e também em canais a cabo. Mas era como se não estivesse acontecendo nada no país.

Cadê aquele frisson antigo quando jogava a “amarelinha”, como diz o Zagallo? Sumiu?

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