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Brasil x Espanha, o jogo desejado

Luiz Zanin Oricchio

28 de junho de 2013 | 09h42

Muitos brasileiros tiveram sentimentos contraditórios em relação a Espanha x Itália. Torciam contra a Espanha mas, ao mesmo tempo, desejavam que ela passasse para enfrentar o Brasil no domingo.

Pois bem, deu Espanha e num jogo mais duro do que se imaginava. Aliás, o jogo foi empolgante, como a desmentir quem acha que 0 x 0 só pode ser chato. Este, pelo contrário, foi emoção do princípio ao fim, com várias chances criadas de lado a lado. É verdade que a velocidade não foi a mesma, mas isso se explica pelo calor de Fortaleza.

No entanto, eu fiquei tocado por ver a maneira como os jogadores se entregavam à partida, dando corpo e alma em campo. Muito bonito. E, mais uma vez, desmentindo quem acha que os europeus não ligam para a Copa das Confederações, que é apenas um ensaio geral, etc. Eu mesmo suspeitava isso. Mas, ao acompanhar de perto os jogos desta Copa constatei que todos querem ganhá-la. E não apenas os donos da casa – que por acaso somos nós.

Dito isso, ficou claro como a Itália, com sua marcação e saída em contra-ataques, conseguiu, se não anular, pelo menos restringir aquela irritante troca de passes dos espanhóis. A posse de bola caiu muito, para os padrões deles. Ficaram "apenas" 56% de tempo com a bola. Para quem está acostumado a 70% ou mais, é uma perda.

Enfim, foi um belíssimo jogo e a Itália, mais uma vez, foi castigada nos pênaltis.

Agora, toca esperar a Espanha. E ver se o Brasil não se intimida diante dos campeões do mundo e faz valer a sua aura de pentacampeão.

Time por time, a Espanha ainda é melhor, mais entrosada, mais equilibrada tecnicamente. Mas, no campo, tudo é possível. E não sou eu quem vai dizer que o Brasil entra como azarão.

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