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Brasil x Itália, jogo de cachorro grande

Luiz Zanin Oricchio

21 de março de 2013 | 20h40

Fazia tempo que eu não gostava de um amistoso da seleção. Mas curti esse 2 a 2 com a Itália.

Amistoso ou não, é jogo de cachorro grande. Nove copas do mundo nos contemplam quando jogam esses dois. Cinco brasileiras, quatro italianas. É tradição.

Tanta que tem gente que ainda discute o suposto pênalti de Domingos da Guia em Piola na Copa de 1938. Nessa época meu pai era um rapaz, minha mãe uma garota e eu nem era um projeto de gente. Não estava ainda nos cálculos do universo. Mesmo assim, tenho opinião sobre o lance: não foi pênalti. Domingos (que por acaso era também o nome do meu velho pai) não faria uma besteira dessas dentro da área. Enfim, o Brasil foi eliminado pela Itália, como foi em 1982 na chamada tragédia de Sarriá, a mais triste derrota da seleção que vivi. Em ambas ocasiões, a Itália passou pelo Brasil para ser campeã do mundo.

Em compensação, ganhamos duas finais: a de 1970 no México e a de 1994 nos Estados Unidos. Estamos quites.

E o jogo foi bom, pelo menos no primeiro tempo. O Brasil enfiou 2 a 0, mas a Itália criou muito mais chances de gol. A seleção deles está mais redondinha, mais entrosada.

No segundo tempo, em duas falhas do Brasil, a tal justiça se fez, e a Itália empatou. Golaço de Balotelli, encobrindo Júlio Cesar que foi o principal responsável pelo empate. Para quem dizia que ele estava acabado, sugiro uma pausa para reflexão.

Fred foi oportunista. Neymar criou algumas boas jogadas. Deu uma arrancada e colocou Oscar na cara do gol. Fez o mesmo por Hulk mas este, grosso demais, pisou na bola. É uma das presenças inexplicáveis na seleção. A defesa esteve mal. Cada escanteio era perigo certo. Em um deles saiu o primeiro gol italiano.

O teste foi bom. O jogo foi bom também. Poderia ter sido ainda melhor se os técnicos não desfigurassem os times no segundo tempo com substituições seguidas.

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