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Brasil x Portugal

Luiz Zanin Oricchio

26 de dezembro de 2011 | 23h24

Todos viram o jogo e não preciso me alongar sobre a mediocridade do futebol apresentado pela seleção. Foi triste. Se o meio-campo, em condições normais de temperatura e pressão, já é um deserto de homens e de ideias, o que dizer quanto não jogam Kaká, Elano e Robinho? Por sorte, parece que os três voltam contra o Chile, nosso adversário nas oitavas de final. Esses caras não podem se machucar ou tomar cartão. Ponto. Não têm substitutos.
Mesmo com o futebol sofrível apresentado até agora, entendo que a seleção seja favorita nesse próximo jogo. Não que o Chile seja mau time. Pelo contrário. Acho muito interessante a maneira como o técnico Marcelo Bielsa armou essa equipe leve, ofensiva, de boa técnica. Não me lembro de ter visto uma seleção chilena jogar tão bem quanto esta. Mesmo assim, às vezes parece inocente na saída da bola, e acaba entregando o ouro. Foi o que aconteceu no jogo contra a Espanha. O Brasil, que tem um time limitado, porém esperto e experiente, poderá tirar proveito dessa fragilidade.
Além disso, já projetando, vemos que o Brasil pegou um caminho menos complicado para conseguir seu sexto título. Os maiores bichos-papões – Alemanha, Inglaterra (um dos dois cai nas oitavas), Argentina e Espanha – ficaram do outro lado da chave. Só enfrentaremos um deles numa eventual disputa por título. Do nosso lado, em tese mais complicado seria o jogo contra a Holanda, que pode acontecer já nas quartas, caso ela passe pela Eslováquia e o Brasil, pelo Chile.
Tudo isso é teoria. O que vale é o jogo a jogo. Nesse sentido, o fundamental é melhorar o futebol praticado, se é que ainda existe tempo e material humano para isso. Que a convocação de Dunga foi equivocada, parece consenso. A esta altura do campeonato, não adianta chorar pelas ausências. É preciso fazer o melhor omelete com os ovos disponíveis. Mas é aflitivo constatar a ausência de opções. Vamos sofrer muito ainda. Já sabíamos disso.

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