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Contra a Itália o Brasil fez o seu melhor jogo

Luiz Zanin Oricchio

22 de junho de 2013 | 19h38

E fez seu melhor jogo porque foi justamente contra a Itália. Tetracampeã do mundo e um belo time de futebol, ainda que desfalcado de Pirlo e De Rossi, dois cobras.

Deixando isso de lado, porque contusão e suspensão são da vida, o Brasil fez a sua parte. Todos se queixavam de que o Brasil não tinha esquema de jogo. Agora tem. Todos sabem como joga e com quem joga. Tudo está definido. O resto é acertar detalhes, como disse Felipão depois da partida.

Outra coisa: a seleção, talvez pelo momento do país, talvez porque venha jogando bem, começa a acertar a sua relação com a torcida, o que é fundamental para quem tem uma Copa do Mundo em casa no ano que vem.

De resto, foi um jogão, com o Brasil saindo na frente, a Itália empatando, o Brasil disparando em 3 a 1 e a Itália valente jamais desistindo do jogo. O 4 a 2 foi um resultado condizente com o que se viu em campo. Algumas jogadas muito belas, ainda por cima: o gol de falta de Neymar (já vem jogando muito melhor depois que foi para a Europa * ), o passe de calcanhar de Balotelli para o segundo gol da Itália e mais alguns outros. O segundo tempo foi melhor do que o primeiro. Sem entrar em detalhes, o que se viu em campo foram dois times sólidos, de peso, afiados. Porém com alguns defeitos. Apenas para citar um, brasileiro, o lado direito da defesa, que continua vulnerável.

Mas isso são detalhes. O importante é que a seleção vem cumprindo suas metas. Tanto dentro de campo como no relacionamento com a torcida. Felipão era todo sorrisos na coletiva de imprensa. Claro, depois de ser recebido com desconfiança e críticas, começa agora a ver seu trabalho render frutos.

O Brasil provavelmente pega o Uruguai. Outro osso duro, mas, em tese, menos que a Itália. Mas futebol nunca se sabe. Todo jogo começa 0 a 0, sabe como é?

* Sim,  isto é uma ironia. 

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