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Copa do Mundo 2018: A verdadeira seleção brasileira é a belga

O time belga deu de 3 a 0 no Panamá e, agora há pouco, de 5 a 2 na Tunísia.

Luiz Zanin Oricchio

23 Junho 2018 | 11h36

 

Não sei se é a melhor seleção da Copa, mas é a que dá mais prazer de ver jogar. Fluente como um poema de Drummond, tem o ímpeto ofensivo das antigas seleções brasileiras. O time belga deu de 3 a 0 no Panamá e, agora há pouco, de 5 a 2 na Tunísia.

Os idiotas da objetividade vão logo dizer: “espere ela pegar um time de verdade”. Ok, e por isso mesmo Bélgica x Inglaterra será um dos jogos imperdíveis desta primeira fase.

Em todo caso, dá gosto ver a facilidade com que eles tratam a bola. Com um meia como Hazard e um centroavante como Lukaku, a Bélgica tem tudo para ir longe. Mas, mesmo se não for, já terá encantado a nós, que gostamos do futebol bem jogado, o popular “futebol bonito”, o beautiful game antes associado ao Brasil.

O engraçado é a seleção belga ser um poderoso argumento em favor da globalização do futebol. Antes dura de cintura, agora encontrou-se com a ginga com a participação de jogadores de origem africana. Isso já havia acontecido com a França e com outros países. Ao incorporar outras culturas, melhorou seu jogo.  

A globalização, que concentra os melhores jogadores do planeta em meia dúzia de times milionários, e reduz a pó de traque os campeonatos dos países periféricos, tem esse efeito colateral benéfico. A vida não é simples.