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Copa do Mundo 2018: Sem choro nem vela

De vez em quando é até bom um jogo como este. Sem emoção, sem perigo, bem conduzido, dominado quase do princípio ao fim: Brasil 2 x 0 Sérvia. Os caçadores de memes e fofoqueiros desta vez ficaram órfãos. Não teve choro, briga, nada. A seleção brasileira impôs-se e pouco perigo sofreu.

Luiz Zanin Oricchio

27 Junho 2018 | 17h15

 

De vez em quando é até bom um jogo como este. Sem emoção, sem perigo, bem conduzido, dominado quase do princípio ao fim: Brasil 2 x 0 Sérvia.

Os caçadores de memes e os fofoqueiros desta vez ficaram órfãos. Não teve choro, briga, nada. A seleção brasileira impôs-se e pouco perigo sofreu.

Não parecia ser assim. Com a saída de Marcelo, contundido, logo no início, temi por um descontrole da equipe. É assim: a gente não confia muito no domínio emocional da tropa. Mas talvez estejamos enganados. Tomara.

Felipe Luís entrou no lugar de Marcelo, jogou bem e o Brasil conduziu o jogo como uma equipe de profissionais que constrói uma ponte, uma estrada, um automóvel. Pouco a pouco, com perícia e técnica, não dando margem a erros.

Um gol no primeiro tempo, de Paulinho, outro de Thiago Silva, no segundo, e acabou-se. No melhor momento da Sérvia, quando ameaçava dar um sufoco, levou o gol que a nocauteou.

Agora é o México, em Samara, na segunda-feira. E o negócio é fazer pouca marola. A Copa é assim: um torneio tenso, enxuto, de tiro curto, mas que possui períodos de tranquilidade. Que o Brasil, classificado em primeiro em seu grupo, saiba aproveitar este. Descansar, treinar, deixar a mente clara e a espinha ereta.  

Metade dos concorrentes já pode fazer o caminho de volta, inclusive a atual campeã, a Alemanha, desclassificada pela derrota por 2 a 0 para a Coreia do Sul.

Daqui para a frente é só pauleira. Cada jogo é um jogo. Perdeu, está fora. Com choro ou sem choro.