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Copa de 1970, a melhor de todos os tempos

Luiz Zanin Oricchio

22 de janeiro de 2014 | 12h26

Ontem assisti na Fox a final de 1970, Brasil 4 x 1 Itália. Talvez um dos maiores jogos de todos os tempos, uma grande final de Copa. “Da” Copa, aliás, aquela que os entendidos creditam como a melhor de todos os tempos. Comparações difíceis, mas que têm certo sentido.

Esta manhã, participei de uma conversa no Facebook com alguns colegas e amigos como Wilson Baldini Jr., companheiro lá no Estadão, e o comentarista Maurício Noriega. Mais ou menos somos unânimes em dizer que com aquela seleção ninguém podia. Mesmo porque já praticava um futebol moderno, muito parecido com o de hoje, diferentemente do que acontece com a seleção de 1958, mítica, com Pelé (aos 17 anos), Garrincha, Didi, Vavá e outras feras.

Um amigo me arrumou uma cópia, que ele encontrara na internet, da final entre Brasil e Suécia, de 1958. Brasil 5, Suécia 2.  Um baile inesquecível, para a história do futebol. Mas às vezes parecia outro jogo, em especial pela velocidade (menor) e consequente maior espaço para os jogadores fazerem suas jogadas. Outro esporte. Hoje, o cara recebe a bola, não tem uma fração de segundo para pensar e já quatro adversários estão em cima, a lhe fungar no cangote.

Em 1970 ainda havia espaço, mas taticamente aquela seleção já era bem moderna. O velho e bom 4-4-2, como lembrou o Noriega, com algumas variantes ao longo do jogo.

De qualquer forma, fico com o historiador inglês Eric Hobsbawm, santo da minha devoção, que um dia escreveu algo assim: ninguém que tenha visto a seleção brasileira de 1970 jogar pode negar ao futebol a condição de arte.

Falou. E disse.

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